País
PSP visionou na RTP imagens não editadas
No dia 15 de Novembro, a PSP esteve nas instalações da RTP e visionou diversas imagens editadas e não editadas dos confrontos junto à Assembleia da República, revela um inquérito interno levado a cabo pela empresa. "Apesar de grande parte das imagens visionadas coincidirem com as que foram efectivamente emitidas pela RTP foram também visionadas imagens que nunca foram transmitidas pela RTP, não tendo sido seguidos os procedimentos habituais na empresa", diz o resumo dos factos apurados em sede de inquérito.
Segundo o mesmo resumo, as imagens e o seu visionamento nas instalações
da empresa foram solicitados à RTP no dia 14 de Novembro, tendo esse
visionamento sido autorizado pelo diretor de Informação, Nuno Santos: "O
então Diretor de Informação
autorizou que a PSP visionasse as imagens na RTP no dia seguinte num
sítio
discreto que não no Arquivo", diz o resumo do inquérito, levado a cabo
pelos serviços jurídicos da RTP, a pedido do Conselho de Administração.
Apurado em sede de inquérito também o facto de as imagens visionadas terem sido transcritas para DVD, mas não terem chegado a sair da RTP. "Na sexta-feira seguinte e na sequência de pedido formal posteriormente efetuado pela PSP e dirigido ao Arquivo, a RTP cedeu àquela entidade apenas as imagens emitidas na RTP 1 e na RTP Informação (diretos e noticiários, 3h22m, em 2 DVDs) através dos procedimentos habituais".
Segundo publicaram diversos órgãos de comunicação nos últimos dias, os serviços jurídicos da RTP não tencionavam ouvir Nuno Santos neste inquérito, tendo-o feito apenas ontem por escrito, a pedido do próprio. Hoje mesmo, a Comissão de Trabalhadores (CT) da RTP já criticou a forma como o inquérito foi conduzido. Em declarações à TSF, o porta-voz da CT, disse que o inquérito que foi feito "é uma investigação interna e admnistrativa" e "não vai além disso". "Não foi feito de forma independente, com tempo, com meios", denunciou Camilo Azevedo.
Nuno Santos - que apresentou a sua demissão na passada sexta-feira na sequência de um comunicado do conselho de administração, que apontava responsabilidades da Direção de Informação neste caso - remeteu para mais tarde uma reação às conclusões deste inquérito.
Apurado em sede de inquérito também o facto de as imagens visionadas terem sido transcritas para DVD, mas não terem chegado a sair da RTP. "Na sexta-feira seguinte e na sequência de pedido formal posteriormente efetuado pela PSP e dirigido ao Arquivo, a RTP cedeu àquela entidade apenas as imagens emitidas na RTP 1 e na RTP Informação (diretos e noticiários, 3h22m, em 2 DVDs) através dos procedimentos habituais".
Segundo publicaram diversos órgãos de comunicação nos últimos dias, os serviços jurídicos da RTP não tencionavam ouvir Nuno Santos neste inquérito, tendo-o feito apenas ontem por escrito, a pedido do próprio. Hoje mesmo, a Comissão de Trabalhadores (CT) da RTP já criticou a forma como o inquérito foi conduzido. Em declarações à TSF, o porta-voz da CT, disse que o inquérito que foi feito "é uma investigação interna e admnistrativa" e "não vai além disso". "Não foi feito de forma independente, com tempo, com meios", denunciou Camilo Azevedo.
Nuno Santos - que apresentou a sua demissão na passada sexta-feira na sequência de um comunicado do conselho de administração, que apontava responsabilidades da Direção de Informação neste caso - remeteu para mais tarde uma reação às conclusões deste inquérito.