Quatro envolvidos na morte de homem ficam em prisão preventiva número de arguidos pode aumentar
Os quatro indivíduos detidos domingo pela Polícia Judiciária (PJ) na sequência da morte de um homem em Borralheira, Covilhã, vão ficar em prisão preventiva, adiantou segunda-feira um dos advogados de defesa à saída do Tribunal da Covilhã.
Os quatro indivíduos saíram do Tribunal cerca das 22:30, 12 horas depois de aí terem chegado em duas viaturas, precisou a fonte.
"Foi aplicada uma medida de coacção [aos quatro indivíduos] que é a prisão preventiva. Quanto ao resto não podemos falar de rigorosamente mais nada porque o processo se encontra em segredo de justiça", referiu Fernando Pinheiro, um dos advogados de defesa.
De acordo com a fonte, os quatro são acusados de homicídio simples mas a situação pode ser agravada, dependendo dos exames complementares à autópsia da vítima, cujos resultados preliminares não foram conclusivos.
De acordo com o mesmo advogado, há ainda uma forte possibilidade de serem constituídos novos arguidos no âmbito do processo.
João Inácio, de 42 anos e residente na aldeia, foi encontrado morto pelas 06:20 de domingo, suspenso por um braço e uma perna, amarrados a um cadeado e a um gradeamento de um café, e com outro braço e perna unidos, atados a um carro.
Divorciado e sem filhos, a vítima vivia em casa dos pais e prestava serviços como pedreiro a quem o contratava.
Na noite de sábado para domingo estava junto com um grupo de pessoas à porta do café Regional, no centro da aldeia, onde continuaram a consumir bebidas alcoólicas depois de o estabelecimento ter encerrado.
Segundo a população e fontes ligadas à investigação do caso, João Inácio foi vítima de uma "brincadeira" do grupo, em que foi amarrado e depois abandonado, não se sabe em que estado, nem se com o seu consentimento.
O funeral da vítima está marcado para as 16:00 na igreja da aldeia da Borralheira, onde o corpo já se encontra desde o final da tarde de segunda-feira.