Quatro portugueses vão fazer maratona de 770 km de bicicleta entre Madrid e Lisboa

Um ex-futebolista, um ciclista profissional, um vendedor de bicicletas e um praticante de "dowhill" juntaram-se para participar entre 25 e 27 de setembro numa prova de todo-o-terreno que ligará Madrid a Lisboa em 55 horas.

Lusa /

Denominada "Powerade MTB Non Stop Series", a terceira edição da prova, que ligará as duas capitais ibéricas, terá uma extensão de 770 quilómetros e obrigará os cerca de 700 participantes inscritos a partir à aventura, em etapas de pouco mais de 70 km, sem parar, de noite e de dia, em que apenas terão como guia o GPS.

João Tomás, antigo internacional pela seleção A, Rui Sousa, ciclista da Rádio Popular-Boavista, e que foi quinto classificado na última edição da Volta a Portugal, Mário Carvalho, proprietário de uma loja de bicicletas e José Fonseca, praticante de "downhill" formam a equipa Tri Alarmes Ride My Byke, que há largos meses, mas cada um por si, prepara a participação na prova.

Desde muito pequeno um amante das bicicletas e do ciclismo, João Tomás contou à Lusa que a ideia de participação "surgiu de um convite de amigo também ligado à organização", após o que se começou a pensar na forma como "se iria encarar o desafio".

E com o percurso entre Las Rosas, nos arredores de Madrid, e Lisboa já anotado no GPS e com muita terra e asfalto pela frente, a aventura não deixa de conter os seus riscos e, com cada um a ter de contar apenas consigo próprio, o passo seguinte foi tratar da logística.

Uma autocaravana para garantir as ligações entre os locais de transição e o descanso dos três que não estarão a competir, e um médico foram, entretanto, garantidos para a prova de todo-o-terreno, sendo que isso não há todo, pois o fator aleatório estará sempre presente.

"Mas se no percurso entre as transições acontecer alguma coisa à bicicleta, teremos de ser nós a resolver, custe o custar, e a aventura está, também, nestes detalhes", conta o antigo futebolista da Académica, Benfica, Bétis e Sporting Braga que, desde que o convite foi aceite, já percorreu mais de dois mil quilómetros a treinar.

E se a segurança preocupa, o saber alimentar-se é condição fundamental: "para quem compete de manhã é essencial um bom pequeno-almoço e, durante o percurso, água, duas barras energéticas e uma bebida isotónica permitem aguentar até ao fim".

O complemento alimentar destinado a repor as energias despendidas surgirá sob a forma de "pão, compotas e massa com carne".

Mas se, mesmo com quatro elementos, a prova promete ser dura, conta João Tomás que "há muitos inscritos a nível individual", ou seja, que tentarão fazer sem interrupções longas os 770 km do percurso em menos das 55 horas estabelecidas.

Partindo de Las Rosas, no dia 25, os ciclistas seguirão depois por Robledo de Chavela, Burgohondo, Navalperal de Tormes, Navaconcejo, Cañaveral, Alcántara, Cedillo e, já em solo nacional, por Ponte de Sor e Coruche antes de chegarem a Lisboa.

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