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Queima das Fitas de Coimbra custou 1,6 milhões de euros e lucrou 162 mil euros

Queima das Fitas de Coimbra custou 1,6 milhões de euros e lucrou 162 mil euros

A Queima das Fitas da Academia de Coimbra 2004 custou cerca de 1,6 milhões de euros e teve um saldo positivo de 162 mil euros, cerca de 90 mil euros menos que em 2003, indica o relatório da organização.

Agência LUSA /

A grande fonte de receitas da festa da academia coimbrã foram os ingressos nos concertos musicais das "Noites do Parque", que geraram um lucro de 417 mil euros, apesar de a sua produção envolver encargos da ordem dos 564 mil euros.

De acordo com os membros da Comissão Central da Queima das Fitas de 2004, os resultados líquidos ficaram aquém do atingidos com a organização de 2003, que teve um lucro a rondar os 250 mil euros, cerca de 88 mil euros mais do que este ano.

A quebra de "cerca de 10 por cento" na venda de bilhetes de ingresso nos concertos e a diminuição de patrocínios empresariais e institucionais foram as principais justificações apresentadas para a diminuição das receitas.

Também a festa académica se ressentiu da circunstância de Portugal ter sido este ano palco de grandes eventos internacionais, do Euro 2004 e de festivais musicais como o "Rock In Rio - Lisboa" e "Super Bock Super Rock".

Os investimentos realizados em infra-estruturas para um melhor acolhimento dos espectadores dos concertos e "em imobilizado" para melhorar as condições de funcionamento do secretariado para o corrente ano e edições futuras reflectiram-se também no apuramento líquido final, acrescentaram.

No entanto, o relatório da comissão fiscalizadora da festa, composta por elementos da direcção-geral da Associação Académica (AAC), do Conselho de Veteranos e dos conselhos desportivo e cultural da academia, deu "parecer negativo" ao "Pelouro dos Bailes".

De acordo com o "Dux Veteranorum", João Luís Jesus, que quarta-feira apresentou o relatório da comissão fiscalizadora, o desempenho do Pelouro dos Bailes "ficou aquém das expectativas, tendo em conta os objectivos traçados inicialmente" e o "aumento do saldo deficitário relativamente ao ano anterior".

"Houve uma descoordenação na organização dos eventos, reflectindo-se na qualidade e na vertente financeira", sublinhou João Luís Jesus, em alusão aos resultados do Pelouro dos Bailes, coordenado pela estudante Rita Pereira.

Tradicionalmente deficitário, o Pelouro dos Bailes apresentou um saldo negativo este ano de 90.616 euros, com receitas de 72.937 euros e despesas de 163.554 euros.

De acordo com o regulamento da Queima das Fitas, cerca de 140 mil euros dos lucros gerados serão distribuídos pela Direcção Geral da AAC (30 por cento) pelos conselhos cultural e desportivo (20 por cento cada) e afectos a projectos a apresentar, em concurso, por grupos de estudantes e secções culturais e desportivas (30 por cento).

Cerca de 23 mil euros dos lucros ficaram adstritos a despesas correntes da Comissão Central da Queima das Fitas cessante, e para os primeiros gastos de preparação da festa académica de 2005.

Quarta-feira, após a apresentação do relatório e contas, foram empossados os oito estudantes que compõem a Comissão Central da Queima das Fitas de 2005, representantes das oito faculdades da Universidade de Coimbra.

Nos concertos das oito "Noites do Parque", cada uma dedicada a uma faculdade, actuaram este ano dezenas de bandas e artistas, entre os quais os Xutos e Pontapés, Rádio Macau, Luís Represas, Blind Zero, Lamb, The Gift, Lulla Bye, Jorge Palma, Clã, Rui Veloso, Fingertips, Blasted Mechanism, Primitive Reason e Tiefchewarz.

FF.

Lusa/Fim


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