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COVID-19
Queimódromo do Porto. Vacinação pode ser considerada "nula" mas não terá impacto na saúde dos utentes
O vice-almirante Gouveia e Melo, coordenador da task-force, falou esta quinta-feira aos jornalistas sobre a suspensão da vacinação no Queimódromo do Porto, por alegada falha na cadeia de frio.
Foto: Hugo Delgado - Lusa
A partir de um centro de vacinação do Porto, Gouveia e Melo adianta que foram arranjadas soluções de recurso, sem que haja grande alteração nos períodos de espera pelos utentes. "Rapidamente conseguimos reconfigurar a operação para superar o problema", garante.
As autoridades vão monitorizar a eficácia das vacinas administradas a mais de 900 pessoas neste local nos dias 9 e 10 de agosto.
Henrique Gouveia e Melo garantiu ainda que a vacinação potencialmente nula por alegada falha na cadeia de frio não terá impacto na saúde dos utentes. "Se é nula ou não, isso ainda vai ser avaliado por um protocolo, porque eventualmente, as vacinas apesar de terem fugido ao período de temperatura a que deviam estar guardadas, podem continuar ativas", afirmou. A falha deu-se no frigorífico do Queimódromo, explicou.
Sobre o processo de vacinação no geral, o responsável pela task-force sublinhou que Portugal é "o quarto país da Europa mais vacinado".
Questionado sobre as preocupações quanto à vacinação dos mais novos, entre os 12 e os 15 anos, o vice-almirante esclareceu que estes adolescentes vão receber a vacina da Pfizer e alertou para os perigos de uma infeção "descontrolada".
"A coisa mais racional é vacinar as crianças. A vacina é segura, é estável, está comprovada e protege contra o vírus", adiantou.
Sobre a eventualidade do regime "Casa Aberta" também para estas idades, Gouveia e Melo dá prioridade ao agendamento nesta fase.