Quem são os colaboradores de Cavaco Silva em Belém

A experiência europeia é um dos traços comuns aos principais colaboradores que Cavaco Silva convidou para trabalhar no Palácio de Belém, após a sua tomada de posse como Presidente da República, na quinta-feira.

Agência LUSA /

De Bruxelas para Belém transitam o novo Chefe da Casa Civil (uma estrutura-chave no apoio do Chefe de Estado), Nunes Liberato, e o assessor para as Relações Internacionais, Fezas Vital.

Licenciado em Economia, secretário de Estado da Administração e Ordenamento do Território, de 1985 e 1992, nos governos de Cavaco Silva, e antigo secretário-geral do PSD, Nunes Liberato era porta-voz do Parlamento Europeu desde Outubro de 2004.

Também a trabalhar em Bruxelas, Domingos Fezas Vital, 47 anos, era até aqui Representante Permanente Adjunto de Portugal junto da União Europeia.

O assessor diplomático de Cavaco Silva entrou na carreira diplomática em 1984, foi adjunto do ex-ministro dos Negócios Estrangeiros João de Deus Pinheiro, em 1987, e assessor diplomático do antigo governador de Macau Rocha Vieira, em 1996.

Pela Bélgica, país-sede da NATO, passou também o futuro chefe da Casa Militar de Cavaco Silva, o Tenente-General Carlos Alberto Carvalho dos Reis.

Comandante da Academia Militar, Carvalho dos Reis, 58 anos, foi durante três anos representante militar nacional junto do quartel- general da NATO, em Mons, Bélgica (de Setembro de 2000 a Setembro de 2003) e integrou, em 1991, a missão de observadores da União Europeia na ex-Jugoslávia.

à Universidade Católica de Lisboa, onde era professor, Cavaco Silva foi buscar dois "ex-colegas": Luís Bernardes (assessor económico) e João Borges Assunção (consultor económico).

Para além de leccionarem na Católica, Luís Bernardes e Borges Assunção têm em comum o facto de ambos se terem doutorado nos Estados Unidos em Economia e Gestão, respectivamente, e de terem colaborado com o Governo de Durão Barroso (2002-2004).

Directa ou indirectamente ligados no passado a Cavaco Silva, com uma carreira ligada à administração pública, transitam para Belém Susana Toscano (assessora para a educação e juventude) e Arnaldo Pereira Coutinho (secretário-geral).

Susana Toscano colaborou de perto com Manuela Ferreira Leite:

primeiro como chefe de gabinete da ex-ministra, de 1993 a 1995, depois como sua secretária de Estado da Administração Pública, durante o executivo de Durão Barroso.

Com uma carreira também ligada à administração pública, Arnaldo Pereira Coutinho, 55 anos, Arnaldo Pereira Coutinho foi Director de Contabilidade da Direcção-Geral do Orçamento em 1992, num Governo de Cavaco Silva.

O consultor para a agricultura de Belém, Sevinate Pinto, que foi ministro da pasta no executivo de Durão Barroso, ostenta também no seu currículo uma passagem por Bruxelas, onde foi director da Comissão Europeia entre 1987 e 1993 - primeiro do FEOGA e da Investigação Agrícola e depois do Desenvolvimento Rural.

Uma das inovações da estrutura em Belém foi a criação do cargo de um assessor especificamente para as Comunidades Portuguesas, uma promessa de eleitoral. O escolhido foi José Luís Fernandes, até agora assessor do PSD no Parlamento Europeu e um dos operacionais da campanha presidencial que deu a vitória a Cavaco Silva, a 22 de Janeiro.

Assessor de Cavaco Silva durante os 10 anos de Governo do PSD com Cavaco (1985-1995), o jornalista Fernando Lima continuará a cumprir essas funções com o Presidente da República.

Antigo jornalista do Jornal de Notícias e ex-director do Diário de Notícias, Fernando Lima, 55 anos, é um dos mais próximos colaboradores do novo chefe de Estado.

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