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Quercus só aceita queima resíduos com centros valorização prontos

Quercus só aceita queima resíduos com centros valorização prontos

A co-incineração de resíduos industriais perigosos (RIP) só deve avançar depois da entrada em funcionamento dos centros de valorização de resíduos (CIRVER), defendeu hoje a Quercus, salientando que os RIP devem ser tratados para diminuir a sua perigosidade.

Agência LUSA /

O Ministério do Ambiente apresenta hoje à tarde no Porto uma proposta para articular a co-incineração e os CIRVER (Centros Integrados de Recuperação, Valorização e Eliminação de Resíduos Perigosos).

Os ambientalistas alertam para as consequências negativas de se iniciar a queima antes dos CIRVER estarem em funcionamento, desde logo porque os resíduos devem passar previamente pelos CIRVER a fim de reduzir a sua quantidade e perigosidade.

Os problemas prendem-se também com a viabilidade económica destes centros, ambos na Chamusca, já que a capacidade de tratamento prevista é superior à produção de RIP (250 mil toneladas anuais).

A Quercus receia igualmente que o avanço imediato da co- incineração comprometa a criação de uma unidade de regeneração de óleos e de um sistema para recolha e regeneração de solventes.

Os ambientalistas entendem que a co-incineração não é a principal solução para tratamento dos RIP, surgindo apenas em quarto lugar nos destinos a dar às 250 mil toneladas de resíduos produzidos.

Segundo a Quercus, a regeneração seria o destino a dar a 50 mil toneladas de óleos lubrificantes e a 15 mil toneladas de solventes, enquanto os CIRVER tratariam 185 mil toneladas de RIP.

Quanto à co-incineração, seria adequada para apenas 10 por cento dos resíduos resultantes das operações de pré-tratamento efectuadas nos CIRVER, abrangendo 18.500 toneladas de RIP.

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