Questões da educação discutidas com "intensidade" e algum "dramatismo"

O primeiro-ministro mostrou-se hoje satisfeito com o facto dos portugueses terem discutido com alguma "intensidade" e, em alguns casos, com "dramatismo" as questões da educação. José Sócrates falava na abertura da conferência de peritos sobre o alargamento da escolaridade obrigatória até aos 12 anos.

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José Sócrates marcou presença hoje na reunião de peritos sobre o aumento de anos da escolaridade obrigatória. Mário Cruz/Lusa

O Centro Cultural de Belém (CCB) está a ser palco para uma reunião de peritos que vão discutir o alargamento da escolaridade obrigatória dos 9 para os 12 anos, uma decisão tomada em Conselho de Ministros na passada quinta-feira e que tinha sido anunciada pelo primeiro-ministro no debate da Assembleia da República.

José Sócrates esteve presente no CCB e afirmou que os portugueses percebem hoje melhor a centralidade do sistema educativo depois de terem discutido nos últimos quatro anos as questões da educação com alguma "intensidade" e, em alguns casos, até com enorme "dramatismo".

No encontro de peritos, onde marcaram igualmente presença, os ministros da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, e do Trabalho e Solidariedade, Vieira da Silva, José Sócrates referiu que não está de acordo com aqueles que dizem "que não é bom discutir as questões de educação, em particular com a intensidade e com o dramatismo com que foram discutidas nos últimos anos" pois a sua opinião é precisamente contrária a esta corrente.

"Pois eu digo exactamente o contrário: ainda bem que as discutimos", esclareceu José Sócrates acrescentando que "o país ficou a perceber melhor a importância que tem o sistema educativo para o seu futuro" já que no seu entender "estamos a discutir a questão mais importante para o sucesso económico do país, para o nosso futuro e para a promoção de igualdade de oportunidades em Portugal".

José Sócrates reivindicou ainda para si o facto de atribuir "mais importância do que muitos ao discurso político para a motivação da sociedade" já que "o discurso político vale mais do que se imagina" mostrando-se convencido "que a insistência do Governo sobre educação e conhecimento produziu os seus efeitos ao longo dos últimos quatro anos".

Para o primeiro-ministro "em matérias de educação, o grande desafio é persistir nelas como prioridade política da agenda".

 

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