Quota mensal a pagar pelos militantes do PS diminui de 2 para 1 euro
A Comissão Política do PS aprovou na quarta-feira a diminuição para metade - de 2 euros para 1 euro - da quota mensal a pagar pelos militantes, disse hoje à agência Lusa o dirigente socialista José Lello.
Segundo José Lello, a redução da designada "quota normal" coincide com a extinção da "quota de solidariedade", fixada em 1 euro por mês, paga actualmente por parte dos militantes por sugestão das estruturas de base do partido.
Ao mesmo tempo, os militantes que pagarem a "quota normal", agora de 1 euro e não de 2, deixam de receber em casa as edições quinzenais do "Acção Socialista", acrescentou o dirigente do PS.
Quem quiser receber o jornal do partido em papel - a edição electrónica é enviada gratuitamente por e-mail aos militantes que o solicitarem - terá de pagar 2 euros de quota e não apenas a "quota normal" de 1 euro.
Estas alterações, já aprovadas pelo Secretariado Nacional do PS, foram anunciadas aos membros da Comissão Política na reunião desta quarta-feira e aprovadas por consenso, de acordo com José Lello.
Mantém-se a "quota suplementar" que os militantes têm a faculdade de pagar no valor que entenderem como contribuição extra para o partido.
Questionado pela agência Lusa, Lello referiu que o valor da "quota normal" a pagar pelos militantes foi alterado em 2002, com Ferro Rodrigues como secretário-geral do PS, aumentando na altura de 50 cêntimos para 2 euros em 2002.
"Estavam a ser muitos os militantes a pagar quotas de solidariedade, por razões de inércia as estruturas de base muitas vezes não cuidavam de fazer uma destrinça", observou o ex-secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, lembrando que no PS "as quotas são pagas de 6 em 6 meses, por multibanco ou por depósito em conta específica".