Raptores e familiares de estudante não chegaram a acordo sobre pagamento de resgate
Venezuela: Raptores e familiares de estudante não chegaram a acordo sobre pagamento de resgate
Caracas, 22 Nov (Lusa) - Os raptores da estudante portuguesa, Ana Cristina de Sousa Pereira, e os seus familiares não chegaram a qualquer "entendimento" sobre o eventual pagamento de um resgate, revelou o pai, Adão Barbosa de Sousa, à Agência Lusa.
"Ela passou 19 dias em cativeiro, graças a Deus que apareceu e está bem. Estamos todos melhor do que há 20 dias atrás", desabafou Adão Barbosa de Sousa, pai da estudante, à Agência Lusa.
Por outro lado, explicou que "num momento (inicial) os raptores estabeleceram um contacto e pediram um resgate, mas nunca chegámos a um acordo e eles acabaram por libertá-la".
Adão Barbosa de Sousa atribui a libertação da filha "às pressões" da parte das autoridades portuguesas e das autoridades venezuelanas, às quais diz estar "muito agradecido".
Segundo o pai, Ana Cristina de Sousa Pereira "foi abandonada no sector entre Cumbres de Maracaibo e El Amparo, num pequeno centro comercial".
"Ela foi abandonada pouco depois das 20:00 horas (locais, meia-noite em Lisboa) de quarta-feira, telefonou para casa e em pouco mais de meia hora nós já estávamos com ela", enfatizou.
O comerciante explicou ainda que a filha passou a maior parte do tempo vendada, principalmente quando se encontrava em movimento, e por isso não tem ideia do lugar onde permaneceu em cativeiro.
"Os raptores trataram-na sempre muito bem e até gelado lhe compraram", disse.
Ana Cristina de Sousa, 25 anos, natural de Lugar das Pereiras, na freguesia de Galegos, no concelho de Penafiel, foi raptada por desconhecidos a 02 de Novembro, na cidade de Maracaibo, 800 quilómetros a oeste de Caracas, onde foi obrigada a subir para um veículo, no início de 19 dias de cativeiro.