Rastreio gratuito do cancro da pele no Porto

Um rastreio gratuito do cancro da pele vai realizar-se na próxima semana no Porto, numa iniciativa da Liga Portuguesa contra o Cancro que visa alertar para os perigos desta doença, com mais de 10 mil casos anuais em Portugal.

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As estatísticas disponíveis nos institutos de oncologia indicam que a incidência do melanoma, um dos tumores mais malignos, é de cerca de 800 casos anuais, enquanto os epiteliomas têm uma incidência estimada em 10 mil novos casos por ano.

Para permitir a detecção precoce de novos casos, o rastreio estará disponível nas manhãs de segunda e terça-feira nas instalações do Núcleo Regional do Norte da Liga Portuguesa contra o Cancro, na zona da Areosa, no âmbito das comemorações do Dia Nacional de Prevenção do Cancro Cutâneo.

Este tipo de cancro tem uma elevada prevalência, originando uma acentuada morbilidade e mortalidade, que pode ser reduzida através do tratamento precoce, assumindo, por isso, especial significado o rastreio da doença.

Os dados oficiais indicam que um em cada cinco doentes com melanoma morre desta espécie de cancro da pele e que mais de metade dos casos ocorrem em pessoas com menos de 40 anos.

Mas também referem que mais de 90 por cento dos casos têm cura, desde que o tumor seja diagnosticado na fase inicial, diminuindo as possibilidades de cura com o atraso no diagnóstico e no tratamento.

Segundo as estatísticas, quando o tumor tem menos de um milímetro de espessura a taxa de sobrevivência pode atingir 95 por cento, mas se tiver mais de quatro milímetros desde para apenas 42 por cento.

As pessoas que correm maiores riscos de contrair cancro cutâneo são as de pele clara, cabelos louros ou ruivos, olhos claros e muitos sinais ou sardas.

Em Portugal, segundo a Liga Portuguesa contra o Cancro, "a situação não é dramática, mas mantém-se preocupante", atendendo a factores como o país ter Sol durante muitos dias do ano e a população ter hábitos de exposição solar.

O Sol está na origem de 90 por cento dos cancros da pele, além de provocar o envelhecimento precoce da pele.

Relativamente ao melanoma maligno, um dos mais graves e agressivos cancros da pele, a incidência tem vindo a aumentar em Portugal a um ritmo de cerca de sete por cento ao ano, tendo duplicado em cada década desde 1930.

Nessa altura, o risco de desenvolver um melanoma era de 1 para cada 1.500 pessoas, valor que em 2000 subiu vertiginosamente para 1 por cada 80 pessoas.

Na última década, a mortalidade originada por este cancro da pele aumentou 3 por cento nos homens e 5 por cento nas mulheres.

Esta, segundo a Liga Portuguesa contra o Cancro, é a mais elevada taxa de aumento anual de mortalidade específica por tumores malignos nas mulheres.

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