Reclamações sobre Nova Rede da STCP são poucas, garante presidente da empresa

A presidente da STCP, Fernanda Menezes, afirmou hoje, no Porto, que a quase totalidade das reclamações do público não são relativas à implementação da nova rede da empresa, iniciada a 01 de Janeiro último.

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"A grande maioria das reclamações são antigas e dizem respeito a zonas que não servimos e que querem ser servidas pelos nossos autocarros, ou a situações novas que não têm a ver com a implementação da nova rede", sustentou a presidente da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP).

A responsável, que falava aos jornalistas no final da apresentação do balanço dos resultados da nova rede da STCP, citou como exemplo o caso do Centro de Saúde de Rio Tinto, construído numa zona disponível e não urbanizada, que por isso mesmo não era servida pela STCP.

"Há sempre acertos a fazer", disse, frisando que a nova rede da STCP nunca está terminada, evoluindo de acordo com a dinâmica da sua área de concessão.

"A implementação da nova rede foi uma experiência difícil, que exigiu determinação", reconheceu Fernanda Menezes, que fez um balanço "positivo" sobre a mudança.

A implementação da nova rede envolveu a eliminação de 44 linhas da rede antiga, a criação de 30 novas linhas, a introdução do tarifário Andante na totalidade da rede e a introdução de novos planos de frequências.

Fernanda Menezes considerou que um dos aspectos mais relevantes do primeiro semestre deste ano diz respeito ao aumento do número de clientes que utilizam os transportes públicos no Grande Porto como meio preferencial nas suas deslocações.

"Este resultado só é possível devido à intermodalidade e à plena articulação entre as redes da STCP, do Metro do Porto e da CP/Porto", afirmou.

Rui Saraiva, o administrador da STCP que efectuou a apresentação do balanço, justificou a opção por uma rede nova em detrimento do ajustamento gradual da rede antiga, apresentando uma multiplicidade de razões entre as quais se contam as alterações demográficas na Área Metropolitana do Porto (AMP), que tornaram a rede anterior, criada em meados do século XX, desajustada.

A estas alterações, que provocaram a perda de 75 mil habitantes no concelho do Porto, juntam-se o crescimento da quota de transporte privado, a evolução rápida registada na rede viária da AMP e culminaram, no final de 2002, com a introdução do Metro do Porto, que veio revolucionar o sistema de transportes metropolitano.

"Esta era a única opção sustentável a longo prazo", disse aquele responsável, acrescentando que só esta opção permitiu reduzir a quebra esperada de clientes e garantir melhor articulação intermodal e maior eficiência na operação.

Com uma frota de 507 autocarros, a STCP serve 56 freguesias de seis concelhos da AMP (Porto, Gondomar, Maia, Matosinhos, Valongo e Gaia), operando 51 linhas normais e seis especiais, denominadas "Linhas Z", que efectuam um serviço local.


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