País
Recluso morre depois de ter sido assistido no hospital
Homem recebeu tratamento médico no Hospital de Vila Franca de Xira, mas regressou para o estabelecimento de Vale do Judeu onde estava a cumprir pena.
Um homem de 35 anos foi encontrado sem vida esta terça-feira na cela do Estabelecimento Prisional de Vale de Judeus, onde cumpria pena.
À RTP Antena 1, a Direcção-geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) confirmou a morte do recluso. E avançou que o homem tinha recebido alta depois de ter sido assistido no Hospital de Vila Franca de Xira e regressado à cadeia de Vale de Judeus, medicado e com a indicação de isolamento.
A DGRSP fez questão de esclarecer que os serviços cumpriram todas as indicações médicas provenientes do Hospital.
A Polícia Judiciária (PJ) esteve no local a efetuar várias deligências.
Entretanto, a Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso (APAR) já reagiu ao caso. O presidente, Vítor Ilharco, não questiona os procedimentos realizados pela cadeia, mas sim as decisões do Hospital de Vila Franca de Xira.
"O que é que leva um médico a enviar um doente com uma doença infeto-contagiosa grave, tão grave que faleceu, para uma cadeia sem as mínimas de condições", questionou.
O responsável pela APAR disse ainda que "o indicado era [o recluso] ficar no departamento de infetocontagiosas do hospital isolado e tratado como deve ser", revelou, salientado que não foi isso que aconteceu. O homem foi enviado para a cadeia "sobrelotada" de Vale de Judeus.
Dois casos nos últimos três dias
Nos últimos três dias, este é o segundo caso de um recluso que morre no Estabelecimento Prisional de Vale de Judeus.
A Direção-geral de Reinserção e Serviços Prisionais também confirmou à RTP Antena 1 a morte de um outro recluso, de 73 anos, no dia seguinte ao regresso após uma saída precária.
O preso terá sido encontrado inanimado na cela, em situação de paragem cardiorespiratória. O INEM foi chamado ao local e foram realizadas manobras de reanimação, mas não foi possível reverter a situação e foi declarado o óbito.
Os dois casos estão agora sob a alçada da Polícia Judiciária.