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Recomendada prudência aos militares portugueses que partem para o Afeganistão

Recomendada prudência aos militares portugueses que partem para o Afeganistão

O comandante da Brigada de Reacção Rápida, major-general Jerónimo, recomendou aos militares que partem em Agosto para o Afeganistão "o respeito escrupuloso pelas normas de segurança" e para não "desprezarem a prudência".

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

Na alocução que fez no RI10, em S. Jacinto, na cerimónia da entrega do Estandarte Nacional ao 2º batalhão de infantaria pára-quedista, presidida pelo comandante operacional do Exército, tenente-general Pina Monteiro, aquele oficial superior disse ser preciso "cautela com as euforias e redobrada atenção".

"Neste tipo de operações, por vezes os níveis de violência surgem em patamares elevados, de forma rápida e imprevisível", recordou.

O comandante da Brigada salientou os elogios que lhe foram transmitidos no Afeganistão pelo comando da força internacional aos militares portugueses e a confiança que neles é depositada com a força de reacção rápida que é um elemento nuclear no teatro de operações.

A força de reacção rápida portuguesa será enviada para o Afeganistão em meados de Agosto, para render a que regressa a Portugal, na maioria formada por comandos, e será constituída por 150 militares das forças pára-quedistas, sob o comando do tenente-coronel David Correia.

David Correia disse aos jornalistas não esperar problemas, tanto mais que "o contingente irá ficar em Cabul sendo a maior ameaça actualmente a sul, e os relatórios indicam que tem havido uma menor quantidade de incidentes no Inverno, mas admitiu que os incidentes podem acontecer a qualquer momento e local".

O comandante da força de reacção rápida considera-a apta para a missão, após o "aprontamento" específico que teve durante quatro meses na Serra da Freita, no Moranzel e em Beja, neste último caso por ter temperaturas semelhantes às esperadas em Cabul.

Quanto ao equipamento e armamento considerou ser o ajustado à tipologia da missão, havendo apenas a alteração das armas "G3" por "Galile", porque esta última é a arma usada pelos pára-quedistas.

Rosa Silva é a única mulher entre os militares que vão partir para o Afeganistão sob o comando de David Correia, situação que não a deixa constrangida.

"Sinto-me bm no grupo em que estou inserida", disse.

Natural de Braga e com nove anos de carreira militar, na especialidade de transmissões, é a primeira missão internacional em que participa e, "apesar da consciência dos perigos" inscreveu-se como voluntária.

"É uma situação diferente da que vivo no dia-a-dia e vou preparada para os seis meses em que vamos lá estar", declarou.

Segundo explicou, o namorado, também ele militar, compreende a opção, o que já é mais difícil para a mãe, sobretudo por ser no Afeganistão.

A força de reacção rápida do 2º Batalhão de Infantaria Pára-quedista vai integrar a Força Internacional de Assistência e Segurança no Afeganistão (ISAF) para apoiar o governo local no estabelecimento e manutenção da estabilidade e segurança, em coordenação com os comandos regionais.

No âmbito da sua missão poderá efectuar acções de presença e segurança das populações, demonstrações de força e acções de imposição de paz, tendo capacidade para operações de evacuação de não combatentes, missões de vigilância, reconhecimento e escoltas, protecção em situações de alteração da ordem pública e reforço das equipas de reconstrução.

Esta cerimónia será presidida pelo Exmo. Comandante Operacional do Exército, Tenente-General Artur Neves Pina Monteiro.

O 2º Batalhão de Infantaria Pára-quedista (2ºBIPara/QRF/FND/ISAF), é constituído por cerca de 525 militares sob comando do Tenente-Coronel David Teixeira Correia, dos quais 150 constituem a QRF/FND/ISAF.

A projecção da Força para o Teatro de Operações do Afeganistão está prevista para a 2ª quinzena de Agosto, onde haverá uma Transferência de Autoridade (TOA), com a 2ª Companhia de Comandos que termina a sua missão e regressa ao território português.

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