Reconstrução do quartel dos bombeiros voluntários de Coimbra só com fundos europeus - Câmara
Coimbra, 18 fev (Lusa) -- O presidente da Câmara de Coimbra assegurou hoje que "a ideia de reconstruir o quartel" dos bombeiros voluntários da cidade "não está em causa", mas que só será possível com "financiamento comunitário".
João Paulo Barbosa de Melo comentava, na sessão do executivo municipal de hoje, observações de vereadores da oposição socialista, que lamentaram que o presidente da Câmara ainda não tenha respondido a uma carta, sobre aquele assunto, que lhe terá sido enviada, há mais de um ano, pelo presidente da direção dos Voluntários de Coimbra.
A reabilitação e ampliação das instalações dos bombeiros voluntários de Coimbra (BVC) envolvem um investimento superior "a um ou dois milhões de euros (as contas ainda não foram feitas)" e só serão possíveis "quando houver garantia de financiamento comunitário", afirmou o autarca social-democrata.
"A Câmara não falhará nas suas responsabilidades", assegurou João Paulo Barbosa de Melo, referindo-se ao apoio que o município dará para as obras no quartel do BVC.
Sobre a carta que, há cerca de um ano, o presidente da direção dos BVC, João Silva, lhe terá enviado, João Paulo Barbosa de Melo disse que não a recebeu.
A carta que João Silva afirma ter enviado ao presidente da Câmara foi hoje tornada pública, tal como um ofício, recentemente remetido ao autarca, sobre o mesmo assunto, pois o seu autor sente-se, como afirma, "cansado de um ano de silêncio e frustrado com tantas omissões".
Na missiva, João Silva, salienta, designadamente, que "a solução preconizada" pelos BVC de se manterem no "atual espaço foi verificada e validada tecnicamente pelos serviços da Câmara, que emitiram parecer favorável ao estudo prévio", entretanto realizado e aprovado pela Câmara.
O novo quartel é entendido como "uma peça importante para a segurança do casco histórico da cidade e pode ser um elemento influenciador de um desejado processo de renovação da Baixa", afirma João Silva, salientando que a direção dos BVC "continuou mais um ano a `mendigar` apoios para manter esta instituição e o seu corpo de bombeiros".