País
Recursos do processo Casa Pia julgados no Tribunal da Relação
O Tribunal da Relação de Lisboa começa hoje a julgar os recursos interpostos ao acórdão de primeira instância no processo Casa Pia, que condenou todos os arguidos, com exceção da proprietária da casa de Elvas onde ocorreram os abusos sexuais aos menores. Entrevistado na RTP Informação, Carlos Cruz, um dos arguidos no processo, afirmou que se a pena de prisão de sete anos for confirmada vai seguir com o processo para o Tribunal Constitucional.
O julgamento de hoje esteve inicialmente marcado para 26 de janeiro, no entanto, Ricardo Sá Fernandes, advogado de Carlos Cruz, solicitou a alteração da data por nessa altura se encontrar no julgamento do caso Rui Pedro, no Tribunal de Lousada, tendo a sessão ficado marcada para hoje, após acordos entre as partes.
Em setembro de 2010, no acórdão de primeira instância, o apresentador de televisão Carlos Cruz, o ex-motorista da Casa Pia Carlos Silvino, o advogado Hugo Marçal, o médico Ferreira Diniz, o ex-provedor-adjunto da Casa Pia Manuel Abrantes e o diplomata Jorge Ritto foram condenados a penas de prisão por crimes de natureza sexual com jovens casapianos.
Em declarações à agência Lusa, o presidente do Tribunal da Relação de Lisboa, Vaz das Neves, afirmou que, “face ao interesse mediático que o processo suscitou, foi decidido, reservar uma série de lugares na sala do julgamento para acolher a comunicação social”.
O coletivo de juízes da Relação é presidido por Rui Rangel, coadjuvado por Guilhermina Freitas e Calheiros da Gama.
Carlos Cruz vai até ao Tribunal Constitucional
Carlos Cruz considera que uma condenação do Tribunal de Relação significa uma "cumplicidade" com a primeira instância. Em entrevista à RTP Informação, o antigo apresentador de televisão afirmou que se a pena de sete anos de prisão a que foi condenado for confirmada vai seguir com o processo para o Tribunal Constitucional.
“Uma condenação aqui é uma espécie de cumplicidade com a sentença da primeira instância”, afirmou Carlos Cruz.
Quando questionado se avança ou não com um recurso para o Tribunal Constitucional, no caso de o Tribunal da Relação confirmar a pena de sete anos a que foi condenado, o antigo apresentador de televisão foi perentório: “Claro que apresento, para o Tribunal Constitucional. Até porque há inconstitucionalidade. Eu acho que tem efeitos suspensivos, não tenho formação nesse campo”.
Na entrevista à RTP Informação, Carlos Cruz disse acreditar que alguns dos nomes mencionados pelos alunos da Casa Pia tinham como objetivo atacar o Partido Socialista.
“Na minha leitura, visava atacar uma determinada ala do Partido Socialista. A partir do momento em que se põe, nesse molho, o doutor Ferro Rodrigues, o doutor Paulo Pedroso, e o doutor Jaime Gama, estamos a falar da cabeça do partido Socialista na altura, numa altura de vida política altamente instável em Portugal. Adivinhava-se uma crise. E que naturalmente seria essa ala do Partido Socialista que parecia ou ameaçava ir para o poder”, acusou.
No entanto, Carlos Cruz não quis revelar quem teria esse poder. “Tenho nomes muito concretos na minha cabeça. E digo-lhe uma coisa: aconteça o que acontecer, a história acabará por divulgar o que é que foi verdadeiramente - acho que apesar de tudo a onda de choque se tem vindo a atenuar - o que é e o que foi a construção, a manutenção e a estratégia do processo Casa Pia”, rematou.
Em setembro de 2010, no acórdão de primeira instância, o apresentador de televisão Carlos Cruz, o ex-motorista da Casa Pia Carlos Silvino, o advogado Hugo Marçal, o médico Ferreira Diniz, o ex-provedor-adjunto da Casa Pia Manuel Abrantes e o diplomata Jorge Ritto foram condenados a penas de prisão por crimes de natureza sexual com jovens casapianos.
Em declarações à agência Lusa, o presidente do Tribunal da Relação de Lisboa, Vaz das Neves, afirmou que, “face ao interesse mediático que o processo suscitou, foi decidido, reservar uma série de lugares na sala do julgamento para acolher a comunicação social”.
O coletivo de juízes da Relação é presidido por Rui Rangel, coadjuvado por Guilhermina Freitas e Calheiros da Gama.
Carlos Cruz vai até ao Tribunal Constitucional
Carlos Cruz considera que uma condenação do Tribunal de Relação significa uma "cumplicidade" com a primeira instância. Em entrevista à RTP Informação, o antigo apresentador de televisão afirmou que se a pena de sete anos de prisão a que foi condenado for confirmada vai seguir com o processo para o Tribunal Constitucional.
“Uma condenação aqui é uma espécie de cumplicidade com a sentença da primeira instância”, afirmou Carlos Cruz.
Quando questionado se avança ou não com um recurso para o Tribunal Constitucional, no caso de o Tribunal da Relação confirmar a pena de sete anos a que foi condenado, o antigo apresentador de televisão foi perentório: “Claro que apresento, para o Tribunal Constitucional. Até porque há inconstitucionalidade. Eu acho que tem efeitos suspensivos, não tenho formação nesse campo”.
Na entrevista à RTP Informação, Carlos Cruz disse acreditar que alguns dos nomes mencionados pelos alunos da Casa Pia tinham como objetivo atacar o Partido Socialista.
“Na minha leitura, visava atacar uma determinada ala do Partido Socialista. A partir do momento em que se põe, nesse molho, o doutor Ferro Rodrigues, o doutor Paulo Pedroso, e o doutor Jaime Gama, estamos a falar da cabeça do partido Socialista na altura, numa altura de vida política altamente instável em Portugal. Adivinhava-se uma crise. E que naturalmente seria essa ala do Partido Socialista que parecia ou ameaçava ir para o poder”, acusou.
No entanto, Carlos Cruz não quis revelar quem teria esse poder. “Tenho nomes muito concretos na minha cabeça. E digo-lhe uma coisa: aconteça o que acontecer, a história acabará por divulgar o que é que foi verdadeiramente - acho que apesar de tudo a onda de choque se tem vindo a atenuar - o que é e o que foi a construção, a manutenção e a estratégia do processo Casa Pia”, rematou.