Refer assinala 130º aniversário da Ponte Maria Pia com investimento de dois milhões

A Rede Ferroviária Nacional (Refer) assinala hoje os 130 anos da Ponte Maria Pia com o anúncio de um investimento de dois milhões de euros na pintura da estrutura.

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A Ponte Maria Pia "assume um elevado valor histórico e simbólico que a Refer, enquanto responsável pela obra de arte, pretende honrar com esta medida", assinala a Refer, em comunicado.

A ponte por onde passaram os comboios sobre o Douro durante 114 anos está sem qualquer utilidade funcional desde 1991, altura em que entrou em funcionamento a nova ponte ferroviária de São João.

Inaugurada em 1877 pela rainha que lhe deu o nome, a Ponte Maria Pia é considerada a primeira grande obra do "mago" Gustavo Eiffel, tendo obtido um prémio internacional de engenharia.

Com 1.600 toneladas de ferro, foi laboratório de soluções técnicas inovadoras para a época, como a concepção de um tabuleiro de 54 metros sobre um arco único de 160 metros de corda.

Na sua construção, ao longo de ano e meio, estiveram envolvidas cerca de 150 pessoas.

Só há duas pontes iguais, uma em França e outra na Alemanha, ambas construídas posteriormente à estrutura que liga as duas margens do Douro.

Depois de desactivada, vários destinos foram apontados à Ponte Maria Pia, para além do seu desmantelamento.

Foi admitida a hipótese de funcionar como corredor do metro ou de um eléctrico turístico, vingando, por mais segura e barata, a opção por uma via ciclo-pedonal.

O protocolo para a transformação da velha ponte em ciclovia, num investimento global de 1,5 milhões de euros, foi assinado pela Refer e as câmaras do Porto e Gaia, em 11 de Abril de 2005.

Já em Fevereiro deste ano, a Câmara de Gaia admitiu atrasos no processo, garantindo que uma questão burocrática, relacionada com desafectação dos terrenos do domínio público ferroviário, impede há o seu envolvimento no projecto.

Em carta então enviada à Refer a autarquia presidida por Luís Filipe Menezes "manifesta interesse na reabilitação da ponte", mas lembra que não pode cumprir a sua parte do acordo "sem a prévia desafectação do domínio público ferroviário das margens envolventes da ponte".

No termos do protocolo de 2005, a Refer "responsabiliza-se por desencadear a desafectação do domínio público ferroviária das margens norte e sul".

Já as autarquias de Porto e Gaia assumiram a responsabilidade pela requalificação das margens e instalação da pista ciclo-pedonal.


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