País
REFER nega insegurança após morte na estação do Entroncamento
A demissão do presidente da REFER é a consequência que a Câmara do Entroncamento quer ver consumada após a morte de um idoso colhido por um comboio na estação local. Para o autarca Jaime Ramos, que admite levar o caso à Presidência da República, a administração da Rede Ferroviária Nacional deve ser responsabilizada por omissão criminosa. Mas a empresa garante que “as condições de segurança normais estavam reunidas”.
Foi no domingo que um homem de 88 anos foi colhido por uma composição Alfa Pendular na estação do Entroncamento. De regresso de uma deslocação a Lisboa, o idoso perdeu a vida ao atravessar a linha. Preparava-se, segundo a agência Lusa, para ir buscar a sua bicicleta. Ao início da noite, o executivo da Câmara Municipal do Entroncamento exigia, numa nota conjunta, a “imediata demissão” do presidente da REFER.
Em declarações emitidas esta segunda-feira pela RTPN, Jaime Ramos, presidente da autarquia, insistiu na demissão de Luís Pardal. Não é “por acaso”, sublinhou o autarca social-democrata, que o executivo camarário está a fazer essa exigência: “Há mais de um ano que andamos a alertar a REFER, na pessoa do seu presidente, para que resolva o problema da segurança na estação do Entroncamento”.
“São 11 linhas que têm atravessamento obrigatório pelo meio das linhas. Não há passagens desniveladas. E o senhor presidente da REFER fez sempre ouvidos de mercador, nunca atendeu os autarcas da Câmara Municipal do Entroncamento e ontem, num fim de tarde de domingo, mais uma pessoa perdeu aqui a vida”, afirmou Jaime Ramos, um dos signatários da nota ontem divulgada, a par dos vereadores Alexandre Zagalo, do PS, e Carlos Matias, do Bloco de Esquerda.
Pedido de ajuda a Belém
Jaime Ramos lembrou que o presidente da REFER “estava presente” quando, em 2009, no Entroncamento, a então secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, “se comprometeu a tratar do problema das passagens desniveladas para segurança da população”.
“Nós somos pessoas pacíficas. Isto é uma terra de pessoas trabalhadoras. Não estamos bem a pensar em termos de protesto. Estamos a pensar, de facto, em sensibilizar as pessoas. É isso que temos tentado com o senhor presidente da REFER”, assinalou o autarca. “Nada nos move contra ele, a não ser ele não nos atender, ele não querer saber de nada sobre a segurança”, reforçou Jaime Ramos, antecipando a tomada de “posições muito duras” por “um movimento cívico”. Porque “enquanto contribuintes” os munícipes “têm direito à segurança”.
À Antena 1, o presidente da Câmara Municipal do Entroncamento adiantou que tenciona “pedir a ajuda” do Presidente da República, “visto não haver governo neste momento para ajudar numa situação destas”.
REFER afasta responsabilidades
Confrontada com as acusações da autarquia do Entroncamento, a REFER veio já declinar responsabilidades na morte do idoso, alegando que “as condições de segurança que são normais” na estação em causa “estavam reunidas”. A posição da empresa coube ao porta-voz José Santos Lopes, ouvido pela rádio pública.
“Eu tenho a informação de que a pessoa tinha 88 anos. Independentemente disso, era uma pessoa que usava um aparelho auditivo, aparelho esse que foi entregue pelos funcionários da REFER na estação à polícia”, apontou o responsável. “O que me informaram é que a pessoa não se terá apercebido de que se aproximava um comboio Alfa Pendular. Independentemente de os mecanismos habituais de aviso estarem em funcionamento, aquilo que aconteceu foi que alguns passageiros que se encontravam na plataforma e também o manobrador da REFER tentaram ainda alcançar o homem quando viram que ele se estava a preparar para atravessar a linha férrea”, indicou.
O Alfa Pendular, enfatizou ainda o porta-voz da REFER, “é um comboio sem paragens, circula a uma velocidade de cerca de 60 quilómetros por hora”. O maquinista “ainda tentou parar, mas de facto não conseguiu”. Para já, fica sem resposta a exigência de demissão de Luís Pardal.
Em declarações emitidas esta segunda-feira pela RTPN, Jaime Ramos, presidente da autarquia, insistiu na demissão de Luís Pardal. Não é “por acaso”, sublinhou o autarca social-democrata, que o executivo camarário está a fazer essa exigência: “Há mais de um ano que andamos a alertar a REFER, na pessoa do seu presidente, para que resolva o problema da segurança na estação do Entroncamento”.
“São 11 linhas que têm atravessamento obrigatório pelo meio das linhas. Não há passagens desniveladas. E o senhor presidente da REFER fez sempre ouvidos de mercador, nunca atendeu os autarcas da Câmara Municipal do Entroncamento e ontem, num fim de tarde de domingo, mais uma pessoa perdeu aqui a vida”, afirmou Jaime Ramos, um dos signatários da nota ontem divulgada, a par dos vereadores Alexandre Zagalo, do PS, e Carlos Matias, do Bloco de Esquerda.
Pedido de ajuda a Belém
Jaime Ramos lembrou que o presidente da REFER “estava presente” quando, em 2009, no Entroncamento, a então secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, “se comprometeu a tratar do problema das passagens desniveladas para segurança da população”.
“Nós somos pessoas pacíficas. Isto é uma terra de pessoas trabalhadoras. Não estamos bem a pensar em termos de protesto. Estamos a pensar, de facto, em sensibilizar as pessoas. É isso que temos tentado com o senhor presidente da REFER”, assinalou o autarca. “Nada nos move contra ele, a não ser ele não nos atender, ele não querer saber de nada sobre a segurança”, reforçou Jaime Ramos, antecipando a tomada de “posições muito duras” por “um movimento cívico”. Porque “enquanto contribuintes” os munícipes “têm direito à segurança”.
À Antena 1, o presidente da Câmara Municipal do Entroncamento adiantou que tenciona “pedir a ajuda” do Presidente da República, “visto não haver governo neste momento para ajudar numa situação destas”.
REFER afasta responsabilidades
Confrontada com as acusações da autarquia do Entroncamento, a REFER veio já declinar responsabilidades na morte do idoso, alegando que “as condições de segurança que são normais” na estação em causa “estavam reunidas”. A posição da empresa coube ao porta-voz José Santos Lopes, ouvido pela rádio pública.
“Eu tenho a informação de que a pessoa tinha 88 anos. Independentemente disso, era uma pessoa que usava um aparelho auditivo, aparelho esse que foi entregue pelos funcionários da REFER na estação à polícia”, apontou o responsável. “O que me informaram é que a pessoa não se terá apercebido de que se aproximava um comboio Alfa Pendular. Independentemente de os mecanismos habituais de aviso estarem em funcionamento, aquilo que aconteceu foi que alguns passageiros que se encontravam na plataforma e também o manobrador da REFER tentaram ainda alcançar o homem quando viram que ele se estava a preparar para atravessar a linha férrea”, indicou.
O Alfa Pendular, enfatizou ainda o porta-voz da REFER, “é um comboio sem paragens, circula a uma velocidade de cerca de 60 quilómetros por hora”. O maquinista “ainda tentou parar, mas de facto não conseguiu”. Para já, fica sem resposta a exigência de demissão de Luís Pardal.