Reitor da Universidade da Beira Interior recusa reorganização imposta por Lisboa
Castelo Branco, 07 jan (Lusa) - O reitor da Universidade da Beira Interior (UBI) defendeu hoje, em Castelo Branco, que a reorganização do ensino superior deve ser feita com a intervenção das próprias instituições e não com uma "diretiva ditada pela `troika` ou pelo Terreiro do Paço".
"Sou favorável a uma reorganização do ensino superior em Portugal, feita com muita intervenção por parte das próprias instituições e que não seja ditada por uma diretiva por imposição da `troika` ou do Terreiro do Paço", disse António Fidalgo.
O reitor da UBI falava à margem da cerimónia de assinatura de dois protocolos celebrados com o Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB).
António Fidalgo defendeu que devem ser as próprias instituições de ensino superior, "percebendo a realidade que têm de enfrentar e conhecendo os estudos de indicação daquilo que vão ser os próximos 20 anos, a desenvolver estratégias de aproximação e de associação".
O presidente do IPCB também se pronunciou sobre a reorganização da rede de ensino superior.
Carlos Maia referiu que o Conselho Geral do IPCB, que é o órgão que tem competência para se pronunciar sobre a matéria, "já o fez e apesar do escasso tempo que foi disponibilizado para fazer uma reflexão aprofundada, pronunciou-se e a posição é no sentido de reforçar as parcerias com as nossas instituições congéneres e limítrofes".
"Há várias formas de fazer essa reorganização. Neste momento, aguardamos também algumas instruções da tutela sobre essa matéria", disse.
Contudo, recordou que o IPCB, "sempre defendeu e continuará a defender o reforço de parcerias".
"Pensamos que tudo aquilo que pudermos fazer em conjunto será mais valorizado do que se o fizermos isoladamente e a região terá a ganhar muito com isso", concluiu Carlos Maia.