REN e áreas protegidas no Alentejo têm depósitos e sucatas ilegais

Évora, 01 Mar (Lusa) - Dos 65 depósitos ilegais de veículos em fim de vida e sucatas identificados no Alentejo, que armazenam quase cinco mil automóveis, 18 estão implantados em Rede Ecológica Nacional (REN), existindo também quatro em áreas protegidas.

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"Dois estão na serra de São Mamede (Portalegre), outro está no Parque Natural do Vale do Guadiana (Mértola) e ainda outro, mais pequeno, está no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (Odemira)", disse hoje à agência Lusa Carlos Braga, da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo.

Sem ser em áreas protegidas, mas em zonas de Rede Ecológica Nacional, "estão identificados outros 18 depósitos e sucatas ilegais", acrescentou o mesmo responsável, director dos serviços de fiscalização da CCDR.

No global, "entre 4.500 e 5.000 viaturas" estão armazenados nos 65 depósitos ilegais de veículos em fim de vida e sucatas, em cuja erradicação a CCDR Alentejo está apostada, tendo assinado esta semana um protocolo com a VALORCAR.

"Nesta listagem, nem sequer contabilizamos as pequeniníssimas deposições de veículos em fim de vida que existem na região, que são as que têm cinco ou dez viaturas. Desde Junho do ano passado que estamos a tentar resolver esses pequenos passivos ambientais", afiançou Carlos Braga.

Durante o ano transacto, a fiscalização da CCDR Alentejo, que "tem sido acompanhada de alguma actuação pedagógica", precisou o responsável, permitiu "resolver 24 deposições ilegais de resíduos, eliminando os passivos ambientais".

"A maior parte eram de veículos em fim de via, mas havia depósitos dedicados a resíduos de todo o tipo, nomeadamente provenientes da construção e demolição, o que não se compreende porque há 15 operadores licenciados para esse fim no Alentejo", argumentou.

As 24 situações solucionadas não chegaram ao ponto em que a CCDR Alentejo tomasse a posse administrativa dos terrenos, tendo sido resolvidas através de "acordo com os proprietários".

Dos 65 casos que ainda se mantêm na região, segundo Carlos Braga, os 18 que operam em REN e os quatro em áreas protegidas "não são passíveis de licenciamento, porque nunca poderiam ter-se instalado" nessas zonas.

RRL.

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