País
Resultados dos exames são imagem de "incompetência" do Gabinete de Avaliação
Os resultados dos exames nacionais do ensino secundário são a imagem da “incompetência” do diretor do Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE) e não do trabalho das escolas e dos alunos. A acusação é feita pela Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP) e surge um dia depois do Ministério da Educação divulgar os resultados globais daqueles exames que apontam para médias negativas em Português, Matemática A e Física e Química.
A CONFAP não tem dúvidas que os resultados dos exames nacionais do ensino secundário resultam da forma de preparação dos mesmos face à incompetência técnica do GAVE e do seu diretor e não do trabalho efetuados pelas escolas ealunos.
"Consideramos que esta forma de preparar os exames nacionais está ligada à incompetência técnica do GAVE e, naturalmente, perante estes resultados, importa que o senhor ministro diga rapidamente ao país o que pensa fazer", referia o presidente da CONFAP, Albino Almeida, em declarações à Agência Lusa.
Perante os dados divulgados este domingo pelo Ministério da Educação, que apontam para resultados globais dos exames nacionais do ensino secundário com médias negativas nas provas de Português, Matemática A e Física e Química, Albino Almeida não tem dúvidas quanto ao responsável maior da situação.
“Já dissemos, e mantemos, o GAVE é presidido por uma pessoa que é incompetente. É preciso trabalhar muito mais e ir mais além para que as escolas possam preparar os seus alunos para responderem aos desafios que os exames lhes colocam. Já é um desafio difícil, não estamos a menosprezar o trabalho do GAVE, mas é preciso fazer mais", esclareceu o presidente da CONFAP.
Albino Almeida mostrou-se “muito preocupado” com os resultados ontem divulgados, mas não mostrou surpresa tendo em conta aquilo que a confederação considera ser um trabalho "sem qualquer ligação" entre o GAVE e as escolas que não permite preparar os alunos para os "desafios que os exames lhes colocam".
"Quando se diz que os alunos precisavam de mais desembaraço, porque é que não se dão essas indicações às escolas? Porque é que não são enviadas às escolas matrizes para que trabalhem e se preparem os alunos para um maior grau de dificuldade. Alguma coisa está mal a este nível", acusou.
Para já Albino Almeida vai aguardar “serenamente" que o ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, surja com explicações e até se permitiu a referir que caso estes números se referissem a sinistralidade rodoviária já teriam tido outra resposta por parte do Governo.
"Esta é uma responsabilidade em primeiro lugar do Ministério da Educação. Já dissemos que no GAVE está uma pessoa sem capacidade de trabalhar para o grau de exigência que o senhor ministro quer. O ministro manteve-o lá transitoriamente. Está na hora de se tirarem conclusões", exigiu.
Para Albino Almeida é importante ainda que as escolas venham a pública falar deste assunto sendo necessário que percam o "medo" de falar no assunto já que tem a certeza que “nenhuma escola se revê nestes resultados” e daí que entenda “ter chegado a hora de as escolas deixarem de ter medo de falar”.
“Há medo de falar nas nossas escolas. Espero que o percam e que venham dizer o que se passa", concluiu.
"Consideramos que esta forma de preparar os exames nacionais está ligada à incompetência técnica do GAVE e, naturalmente, perante estes resultados, importa que o senhor ministro diga rapidamente ao país o que pensa fazer", referia o presidente da CONFAP, Albino Almeida, em declarações à Agência Lusa.
Perante os dados divulgados este domingo pelo Ministério da Educação, que apontam para resultados globais dos exames nacionais do ensino secundário com médias negativas nas provas de Português, Matemática A e Física e Química, Albino Almeida não tem dúvidas quanto ao responsável maior da situação.
“Já dissemos, e mantemos, o GAVE é presidido por uma pessoa que é incompetente. É preciso trabalhar muito mais e ir mais além para que as escolas possam preparar os seus alunos para responderem aos desafios que os exames lhes colocam. Já é um desafio difícil, não estamos a menosprezar o trabalho do GAVE, mas é preciso fazer mais", esclareceu o presidente da CONFAP.
Albino Almeida mostrou-se “muito preocupado” com os resultados ontem divulgados, mas não mostrou surpresa tendo em conta aquilo que a confederação considera ser um trabalho "sem qualquer ligação" entre o GAVE e as escolas que não permite preparar os alunos para os "desafios que os exames lhes colocam".
"Quando se diz que os alunos precisavam de mais desembaraço, porque é que não se dão essas indicações às escolas? Porque é que não são enviadas às escolas matrizes para que trabalhem e se preparem os alunos para um maior grau de dificuldade. Alguma coisa está mal a este nível", acusou.
Para já Albino Almeida vai aguardar “serenamente" que o ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, surja com explicações e até se permitiu a referir que caso estes números se referissem a sinistralidade rodoviária já teriam tido outra resposta por parte do Governo.
"Esta é uma responsabilidade em primeiro lugar do Ministério da Educação. Já dissemos que no GAVE está uma pessoa sem capacidade de trabalhar para o grau de exigência que o senhor ministro quer. O ministro manteve-o lá transitoriamente. Está na hora de se tirarem conclusões", exigiu.
Para Albino Almeida é importante ainda que as escolas venham a pública falar deste assunto sendo necessário que percam o "medo" de falar no assunto já que tem a certeza que “nenhuma escola se revê nestes resultados” e daí que entenda “ter chegado a hora de as escolas deixarem de ter medo de falar”.
“Há medo de falar nas nossas escolas. Espero que o percam e que venham dizer o que se passa", concluiu.