Retenção de 20 mil euros de Tallon custam 20 mil euros a bancário
Um antigo gerente bancário do Porto vai ter de indemnizar em mais de 20 mil euros a instituição para que trabalhava por ter retido, durante meio ano, dinheiro que devia ter depositado em nome da clínica de emagrecimento de José Maria Tallon.
Fonte ligada ao processo disse hoje que a decisão de obrigar ao pagamento da indemnização foi tomada na última semana pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ), no termo de um longo processo judicial reportado a factos de 1992 e 1993.
O arguido, que conseguiu a extinção o procedimento criminal pelo crime de abuso de confiança, pretendia que a indemnização reclamada pelo banco também se considerasse prescrita mas a sua pretensão foi indeferida, quer pela Relação do Porto, quer pelo STJ.
"A extinção da parte cível do processo-crime, porque envolvida de mero fundamento legal adjectivo, não interfere com o direito de indemnização do recorrido", determinou o STJ.
O tribunal superior considerou válido para o processo cível um prazo de prescrição de dez anos mas sublinhou que a contagem desse tempo só ocorreu a partir de 2004, quando transitou em julgado o procedimento criminal.
O gerente foi acusado de se apropriar em meados de 2002 de 20.141 euros que deveria depositar no banco em que trabalhava em nome de José Maria Tallon.
O funcionário só depositou o montante em Janeiro do ano seguinte, na sequência de uma reclamação do lesado.