Retomada operação de remoção de lamas em Freixo de Espada à Cinta

Os bombeiros e agentes da Protecção Civil retomaram as operações de limpeza e remoção de lamas das ruas da vila transmontana que sábado foi atingida por uma forte tempestade.

Agência LUSA /
Operação de limpeza em Freixo de Espada à Cinta Lusa

As principais ruas da vila de Freixo de Espada à Cinta estão ainda cheias de terra, lama e lixos, mas a circulação automóvel já é possível, depois dos primeiros trabalhos de limpeza efectuados durante a noite e madrugada de sábado, constatou a agência Lusa no local.

Na principal artéria da vila, a avenida Guerra Junqueiro, mantêm-se ainda três automóveis ligeiros visivelmente danificados e que habitantes afirmam terem sido arrastados, mais de 100 metros, pela enxurrada.

Várias casas inundadas, quintais atulhados de lama e lixo, hortas completamente destruídas fazem parte do cenário da vila, onde os habitantes começaram esta manhã a procurar os campos agrícolas para avaliarem os estragos nas culturas.

Uma das maiores preocupações é a vindima, que se deveria estar a iniciar. "Íamos começar hoje a vindima, mas a trovoada destruiu tudo", diz Lúcia Carapuça, acrescentando que "a parte eléctrica da Adega Cooperativa ficou destruída".

Habitantes contactados durante a manhã confirmam prejuízos na agricultura, azeitona, uvas e amêndoas, principais produções da zona.

"A gente a trabalhar tanto todo o Verão para ver tudo destruído", lamentava uma mulher.

Chuvas torrenciais, granizo e trovoada abateram-se sobre a vila transmontana entre as 18:00 e as 20:00 de sábado, gerando danos ainda não quantificados.

A Câmara de Freixo de Espada à Cinta abre hoje à população um gabinete para avaliar os prejuízos causados.

O governador civil do distrito de Bragança vai deslocar-se hoje à vila, acompanhado dos serviços descentralizados do Estado para fazer o levantamento de toda a situação.
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