Ribeiro e Castro, o perfeccionista com sentido de humor
O novo líder do CDS-PP, José Ribeiro e Castro, é um perfeccionista de primeira linha e um amante da gastronomia, gosta de conhecer culturas novas e os amigos salientam o seu "enorme sentido de humor".
"Ele é um perfeccionista, muito exigente consigo por isso também o é com os outros", afirma Martim Borges de Freitas, o escolhido por Ribeiro e Castro para secretário-geral do CDS-PP.
Este assegura ainda que as principais qualidades de Ribeiro e Castro são a "enorme capacidade de trabalho" e "grande inteligência".
Actualmente deputado no Parlamento Europeu, cargo que assegurou que acumulará com a função de líder do partido, estreou-se na Assembleia da República em 1976, nas primeiras legislativas, onde esteve até 1983.
Voltou a sentar-se na cadeira de deputado, mas do Parlamento Europeu, em 1999, onde exerce o seu segundo mandato e é visto como uma pessoa "muito respeitada" e "com grande capacidade de influenciar os outros", garante o seu secretário-geral.
José Ribeiro e Castro nasceu em Lisboa, na véspera de Natal de 1953, licenciou-se em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa na década de 1970, e passados 12 anos foi convidado para assessor e adjunto do então ministro da Educação, Roberto Carneiro, no primeiro governo de Cavaco Silva.
Mas a sua estreia nos gabinetes do governo foi enquanto secretário de Estado-Adjunto de Freitas do Amaral, no governo da Aliança Democrática (AD), quando este era vice-primeiro-ministro.
Foi também chefe de gabinete do antigo ministro da Defesa, Adelino Amaro da Costa, que é uma das suas referências ideológicas.
Além da política e da advocacia, que só exerceu a partir de 1999, Ribeiro e Castro também percorreu as áreas do futebol e da comunicação Social, tendo assumindo cargos de chefia na TVI e no clube do qual é um adepto ferrenho, o Benfica.
Chegou a ser vice-presidente do clube da Luz durante um ano (1997-1998), tendo saído em ruptura com o então presidente, Vale e Azevedo, com quem se incompatibilizou.
Fez também parte da direcção da TVI, onde ocupou diversos cargos entre 1991 e 1999, começando como vogal e presidente da comissão fiscalizadora e terminando como director de informação.
Nos anos 70, assumiu o cargo de porta-voz do CDS, que abandonou em 1983, e em 1981 e foi vice-presidente do grupo parlamentar do partido.
Foi também deputado à Assembleia Municipal de Odemira de 1982 a 1985 e em 2002 assumiu o cargo de deputado e presidente da Assembleia Municipal de Sintra, cargo que actualmente acumula com o de eurodeputado.
É casado e tem quatro filhos, um deles, Pedro Ribeiro e Castro, também já milita no CDS-PP como membro da Juventude Popular (JP), e caracteriza o pai como um homem apaixonado, "mesmo pelas causas perdidas".
Num dos seus discursos no congresso que o elegeu presidente, Ribeiro e Castro confessou que adora cozinhar e o filho confirma que o pai "é o melhor cozinheiro do mundo", nomeadamente em açordas, feijoadas e caldeiradas, sendo incitado pelos amigos a abrir um restaurante.
Deixou de fumar há dois anos, e esquece-se do café ao lume, acabando por nunca o tomar, embora só durma quatro horas por dia, porque o seu lema é "trabalhar, trabalhar, trabalhar" conta o filho, lembrando que mesmo nas férias o pai não dispensa o computador.
Na corrida para a sucessão de Paulo Portas, contou com apoios de figuras como Luís Nobre Guedes, Maria José Nogueira Pinto e Lobo Xavier, mas aquele que ainda hoje considera ter sido o seu melhor amigo no partido é Amaro da Costa, assegura o filho.
ZJH.
Lusa/Fim Licenciatura em Direito (Universidade de Lisboa, 1975).
Jurista e jurisconsulto (1976-1999). Assessor e adjunto do ministro da Educação (1987-1991). Vogal (1988-1990) e presidente (1990-1991) da Comissão de Fiscalização da RTP. Vogal do Conselho Superior da Acção Social do Ministério dos Assuntos Sociais (1988-1990). Assessor jurídico do Ministério do Trabalho e da Segurança Social (desde 1991).
Entre 1991 e 1999, ocupou diversos cargos na direcção da TVI.
Exercício da advocacia (1999).
Vogal da Comissão Política do CDS (1975-1983) e do CDS-PP (desde 1998); porta-voz do CDS (1976-1983); vogal da Comissão Directiva do CDS (1979-1983) e do CDS-PP (1998-2003); vogal da Comissão Executiva do CDS-PP (desde 2004).
Deputado à Assembleia Municipal de Odemira (1982-1985);
deputado e presidente da Assembleia Municipal de Sintra (desde 2002).
Deputado à Assembleia da República (1976-1983 e 1999); vice-presidente do Grupo Parlamentar do CDS (1981).
Secretário de Estado adjunto do vice-primeiro-ministro (1980- 1983).
Deputado ao Parlamento Europeu (desde 1999).
Colaboração em diversos jornais (desde 1974). Vice-presidente do Sport Lisboa e Benfica (1997-1998).