Ribeiro e Castro rejeita críticas de Portas sobre lei da nacionalidade

O líder do CDS-PP, Ribeiro e Castro, rejeitou hoje críticas do seu antecessor, Paulo Portas, sobre as orientações que deu aos deputados do partido para a votação da Lei da Nacionalidade.

Agência LUSA /

Falando no Porto, à margem de um encontro com dirigentes regionais do partido, Ribeiro e Castro assegurou que a opção foi sempre pela abstenção e nunca pelo voto a favor.

Numa declaração entregue quinta-feira no Parlamento, em que classificou a nova Lei da Nacionalidade como uma "concessão ao discurso politicamente correcto e não raro panfletário", Paulo Portas referiu que o CDS só não votou a favor da lei porque os deputados Nuno Melo e Nuno Magalhães desenvolveram um trabalho de "persuasão" junto de Ribeiro e Castro no sentido de o fazer optar pela abstenção.

"O voto estava decidido há muito tempo e era o voto pela abstenção. Tem-se publicado muita falsidade a esse respeito", respondeu hoje Ribeiro e Castro.

"Foi um processo conduzido de forma pacífica e normal", garantiu, acrescentando que "nunca esteve em causa sequer a votação sobre a proposta de lei do Governo sobre a matéria".

"O que se votou foi um texto de substituição, trabalhado em comissão [parlamentar] e que resultou da convergência de várias propostas, entre as quais o projecto de lei do CDS", explicou o líder democrata-cristão.

Nas suas declarações, Ribeiro e Castro rejeitou também críticas produzidas dia 13, em Ponte de Lima, pelo deputado do seu partido Telmo Correia, segundo as quais o CDS-PP perdeu uma oportunidade de afirmação política quando decidiu apoiar Cavaco Silva nas presidenciais e não apresentar um candidato próprio.

"Isso é um assunto ultrapassado e muito bem ultrapassado", comentou.

"A linha do partido foi claramente afirmada num Conselho Nacional e tivemos um grande êxito nas presidenciais. É um marco muito importante deste ciclo político e orgulho-me muito de ter participado nisso", acrescentou.

O CDS-PP apoiou, com o PSD, a candidatura de Cavaco Silva, que venceu as eleições de 22 de Janeiro.

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