Eleitores foram à urnas em Alcácer do Sal por "dever cívico" apesar de o Presidente já estar eleito
Maria Semião e Fernando Seloriano foram hoje votar em Alcácer do Sal, que adiou por uma semana as eleições presidenciais devido às cheias, assinalando que é "um dever cívico", apesar de o Presidente da República já estar eleito.
"É um dever cívico que a gente tem", disse Maria Semião à Lusa, depois de votar na Escola Básica Pedro Nunes, onde a autarquia concentrou as sete mesas de voto em alternativa aos locais habituais que se encontram sem condições ou com acessos dificultados.
Apesar de o próximo Presidente da República já estar eleito, a eleitora defendeu que ninguém deve deixar o seu nome em branco.
Mais do que uma escolha, é uma questão de honra e responsabilidade, disse.
"A semana passada não se pôde fazer isso. E então fizeram agora e foi o melhor", disse Fernando Seloriano.
Apesar de alguns moradores dizerem que não iam votar, por já estar decidido o próximo Presidente da República, a Lusa constatou que no local de voto havia algum movimento, sendo o "dever cívico" a justificação para os eleitores de Alcácer do Sal se deslocarem até às urnas, como sublinhou Maria Gonçalves.
Maria Gonçalves, que costuma votar na Abegoaria, edifício dos serviços técnicos da Câmara Municipal, disse à Lusa que "esta foi a melhor opção".
"Lá em baixo [na zona ribeirinha] não se podia de maneira nenhuma", justificou.
Uma outra eleitora, Maria Carvalho, 77 anos, manifestou opinião contrária, afirmando-se descontente com a solução do adiamento, por considerar que foi "um remendo mal feito".
"Ou adaptava-se a medida para Portugal inteiro, ou isto não tem razão de ser", declarou Maria Carvalho.
Nas mesas de voto, o cenário na parte da manhã era de uma afluência que os membros das mesas classificaram como normal para as circunstâncias.
Numa das mesas, com cerca de 940 inscritos, tinham votado 101 pessoas até ao meio da manhã, segundo Carla Cunha, cuja função na mesa de voto é de escrutinadora.
"Se vier metade já é muito bom. Eu não acredito que venha muita gente", referiu Carla Cunha, mostrando-se pessimista face à afluência.
No lado oposto do edifício, numa outra mesa de voto, Maria do Rosário Hilário, presidente de mesa, afirmou que o processo e afluência às urnas comparado com outras eleições "tem sido normal", admitindo que esperava "menos gente".
Devido às inundações que afetaram a cidade alentejana do distrito de Setúbal, a autarquia pediu à Comissão Nacional de Eleições (CNE) que fossem adiadas as eleições presidenciais face à situação de calamidade vivida no município.
"Temos que nos adaptar às realidades tristes de Alcácer [do Sal]", disse Maria Carvalho.
A presidente da Câmara Municipal, Clarisse Campos, que votou por volta das 09:30, apelou ao cumprimento do "dever cívico", lembrando que as mesas de voto na cidade estão "extraordinariamente concentradas" naquele estabelecimento de ensino "em resultado das limitações causadas pelas recentes cheias nos locais habituais de voto e na normal circulação do trânsito".
O município está a assegurar aos eleitores, que vivem em áreas isoladas ou que não possuam viaturas próprias, transporte gratuito para as mesas de voto, segundo uma nota publicada na rede social Facebook.
Na aldeia de Vale de Guizo, no concelho de Alcácer do Sal, a autarquia disponibilizou um transporte aquático para que a população possa votar na mesa de voto do Arez, uma vez que a estrada que une as duas localidades "ainda se encontra submersa".
Desde domingo passado que é conhecido o vencedor das eleições, António José Seguro, que segundo os resultados provisórios divulgados pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna foi eleito Presidente da República com 66,83% dos votos expressos, contra 33,17% de André Ventura.
As tempestades que têm atingido Portugal provocaram a morte de 16 pessoas, além da destruição de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, fecho de estradas e de vários serviços.
Estragos na Praia da Vieira. Luz regressa aos poucos a estabelecimentos
Na Praia da Vieira, em Leiria, ainda se vê o rasto da destruição do mau tempo. Um dos restaurantes na zona ribeirinha só reabriu este fim de semana, numa altura em que ainda há muitas localidades sem eletricidade.
Buscas retomadas. Casal continua desaparecido em Montemor-o-Velho
Permanece desaparecido o casal em Montemor-o-Velho. Saíram de casa na sexta-feira, para ir a uma consulta em Coimbra, mas não voltaram.
"Não temo tido sucesso", afirmou o comandante Sub-Regional da Proteção Civil. "Hoje continuaram as buscas, já com meio aéreo".
Luís Tavares acrescentou que os dois desaparecidos tinham historial de consultas de Saúde Mental.
Mau tempo. Família vê casa a ser destruída em Almagreira, no concelho de Pombal
Em Almagreira, no concelho de Pombal, uma família viu a própria habitação a ser destruída pela tempestade. A mãe e os dois filhos menores ficaram sem casa para viver, considerando os danos na habitação.
Reconstruções a gerador. Somam-se aos prejuízos os custos com gasolina
Várias freguesias e localidades de Pombal continuam sem eletricidade. O dia-a-dia e as reconstruções tornam-se, assim, mais difíceis. Com a utilização de geradores, há quem tenha gasto, em poucos dias, 250 euros de combustível em uso doméstico.
Eleições em Alcácer do Sal decorrem com normalidade
Em Alcácer do Sal, as eleições decorrem com normalidade e a afluência às urnas está semelhante a um dia normal de votações. Mesmo com as votações adiadas e um presidente já eleito, os eleitores deste concelho alentejano estão a sair de casa para ir às unras.
Eleições retomadas na freguesia Bidoeira de Cima mas com pouca afluência
Esteve suspensa, mas já foi retomada a votação em Bidoeira de Cima, em Leiria, por falta de eletricidade. Decorre agora com normalidade, após a E-Redes verificar o funcionamento do gerador deste local de voto.
"Rios vão começar a voltar aos seus leitos normais", mas autoridades continuam a monitorizar a situação
No Mondego, procura-se garantir que não há mais impacto provocado pelas cheias em Montemor-o-Velho. "Apesar do desagravamento", continua a haver monitorização. No rio Tejo, diminuíram os caudais fruto descarregas das barragens espanholas. É expectável que não haja novas zonas alagadas. O mesmo se passa nos rios Sorraia e Sado.
"Paulatinamente todos estes rios vão começar a voltar aos seus leitos normais", também com a ajuda das condições meteorológicas.
No entanto, o desagravamento da situação não será "muito rápido" e irá durar "o seu tempo", alertou.
O comandante nacional da Proteção Civil indicou ainda que as autoridades continuam no terreno, empenhadas nos trabalhos de recuperação e escoamento.
Apesar do alívio, "não é para baixar a monitorização ou baixar o comportamento seguro das populações", vincou.
A Proteção Civil dá nota de que há ainda 123 planos municipais de emergência ativos no país e que a água vai demorar a recuar nas zonas alagadas.
Caudal do rio Mondego com descida significativa em Montemor-o-Velho
"As coisas estão a melhorar de dia para dia e de sábado para hoje o caudal baixou significativamente, estando com um volume de 850 metros cúbicos por segundo na Ponte Açude, em Coimbra, metade do que esteve", salientou.
Na manhã de sábado, segundo o autarca, na Ponte Açude ainda passavam 1.600 metros cúbicos de água por segundo, que foi descendo ao longo do dia e na madrugada de hoje atingiu os 850 metros cúbicos.
O autarca confirmou que o pior já passou e adiantou que, se não chover nos próximos tempos, a situação poderá demorar três semanas a um mês para normalizar.
Votação já foi retomada em Bidoeira de Cima, Leiria
Bidoeira de Cima é uma das 20 freguesias onde a votação na segunda volta das eleições presidenciais foi adiada para hoje devido aos efeitos do mau tempo.
Nas restantes secções de voto, a CNE garante que não há problemas. As urnas abriram às 8h00 e encerram às 19h00, com cerca de 36 mil eleitores inscritos.
Reconstrução do património da Diocese de Leiria-Fátima vai custar pelo menos 12 milhões de euros
A estimativa "é ainda pouco consolidada", faltando "avaliações precisas", porque "a zona centro do país está ainda a viver tempos de angústia", ressalvou à agência Lusa o diretor da Departamento do Património Cultural da Diocese de Leiria-Fátima.
Contudo, de acordo com Marco Daniel Duarte, o cálculo já feito "ronda, neste momento, os 12 milhões de euros".
A depressão Kristin deixou em Leiria-Fátima "uma marca que apenas poderemos comparar a cataclismos mais antigos na história deste território", afirmou.
Casa do Douro pede apoios urgentes para todos os viticultores afetados
"Os viticultores do Douro não podem ser deixados a enfrentar sozinhos consequências que extravasam largamente a sua capacidade individual de resposta", afirmou hoje a associação representativa da produção que tem sede no Peso da Régua, em comunicado citado pela agência Lusa.
Na Região Demarcada do Douro (RDD) também a chuva intensa e o vento forte provocaram "prejuízos de grande dimensão" como a perda de terras agrícolas, destruição de vinhas, colapso de muros de xisto (pedra posta), que são um elemento estruturante da paisagem classificada pela UNESCO como Património da Humanidade e a instabilidade das encostas e destruição de infraestruturas tradicionais (danos em linhas de água e caminhos agrícolas).
A Casa do Douro disse que a situação se agrava com "estradas cortadas e acessos impedidos, eventos cancelados (carnaval, dia dos Namorados), e situações em que o "enoturismo está impossibilitado e a comercialização de vinhos paralisada".
Para a organização, estes prejuízos "comprometem não apenas a campanha vitícola em curso, mas também a viabilidade futura de inúmeras explorações, particularmente as de pequena e média dimensão," e considerou que "sem apoios urgentes não será possível recuperar o investimento perdido".
Equipas irlandesas ajudam a repor eletricidade na região de Leiria
A região de Leiria foi muito afetada pela tempestade Kristin e mais de duas semanas depois ainda há muitas localidades sem eletricidade. A recuperação do território pode demorar semanas, ou até meses, e tem sido dificultada pelo persistente mau tempo. Aos poucos as famílias voltam a ter luz em casa, graças aos esforços da E-Redes e de técnicos estrangeiros que fizeram milhares de quilómetros para ajudar a trazer a normalidade.
Em Fátima estão hospedados centenas de técnicos de redes irlandeses e franceses, desde 8 de fevereiro, que têm estado a trabalhar para reparar os danos na rede elétrica, principalmente no distrito de Leiria.
“Desta vez calhou-nos a nós. Ligámos para a E-Redes e dissemos que estávamos disponíveis. Obviamente a E-Redes aceitou”, contou Ricardo Valente, da ESB na Irlanda.
Vieram então equipas, com forte experiência em reparação de infraestruturas, para se juntar às operações locais de restauração de energia. Entre os técnicos e operadores há irlandeses e portugueses emigrados na Irlanda, que têm ajudado também com a questão linguística.
“Temos cerca de 60 pessoas no terreno, a grande maioria são técnicos da ESB que se voluntariaram para vir para Portugal”, explicou o responsável pelo Centro de Treinos das Equipas da ESB na Irlanda.
“Temos também uma empresa contratada por nós, a Gaeltec, maioritariamente constituída por portugueses. Trouxeram 15 elementos que são portugueses, o que facilita bastante aqui a lidar com a E-Redes e com a população que encontramos”.Palavra de ordem: Segurança
As imagens das casas destruídas, sem telhado, as árvores caídas, as cheias e a danos de grande parte da rede elétrica portuguesa correram mundo nas últimas semanas. E a operadora irlandesa disponibilizou-se para pôr mãos à obra.
“Os contactos foram feitos logo que soubemos da tempestade em Portugal”, confirmou Ricardo Valente, que admitiu que “vir da Irlanda para aqui não é fácil”.
Depois de acertados os pormenores com a E-Redes, as equipas da ESB fizeram “cerca de dois dias e meio de viagem”.
“Entre barcos para o norte de Espanha, barcos para o norte de França e depois cerca de 1.800 quilómetros de viagem até chegarmos a Leiria. Demorámos dois dias e meio a chegar aqui”, disse o português emigrado na Irlanda há 18 anos.
"Assim que chegámos já tínhamos as coisas mais ou menos preparadas e começámos a ajudar no que é possível”.
Para o responsável da operadora ESB, originário de Lisboa, a palavra de ordem é “segurança”. Embora todos os técnicos e operacionais no terreno estejam preparados para trabalhar com a rede elétrica, há alguns desafios para estes trabalhadores estrangeiros porque a estrutura da rede elétrica em Portugal não é igual à da Irlanda.
“A rede aqui é ligeiramente diferente da rede irlandesa, portanto, houve várias reuniões técnicas para tentar perceber o que é que tinham aqui e o que nós temos lá, porque para nós é extremamente importante a nossa segurança e a dos nossos homens”, sublinhou o responsável.
“Não há heróis aqui. Viemos para ajudar, mas todos nós temos família em casa e todos nós, eventualmente, vamos voltar para casa seguros”.
Enquanto Ricardo Valente explicava os procedimentos de segurança antes de qualquer operação no terreno, uma pequena equipa de técnicos de redes patrulhava a área onde ia reparar cabos e reestabelecer a energia na localidade de Aroeira, em Leiria.
“Os trabalhos que estamos a fazer têm a ver com o patrulhamento das áreas que nos foram atribuídas. As equipas, antes de virem para o terreno para efetuar qualquer tipo de trabalho, vêm averiguar o estado em que a rede está e ver se existem condutores que estão no chão que estão ainda em tensão”.
Depois da segurança garantida e de os técnicos da E-Redes desligarem os pontos em tensão que serão manuseados, as equipas entram em ação. “Estamos para ajudar”
As autoridades locais têm repetido que os esforços para recuperar a região e restabelecer a energia começaram desde o primeiro dia, mas que todo o processo pode levar muito tempo. E mesmo com ajuda extra, são operações especializadas e demoradas. Além de estarem a ser atrasadas e dificultadas devido ao mau tempo.
“Estamos cá há uma semana e garantidamente vamos ficar até ao fim da próxima. E depois disso logo se verá”, afirmou Ricardo Valente, sublinhando que os “danos aqui são extremamente grandes”.
Comparando com situação idêntica na Irlanda, em janeiro de 2025, o operador português considera que em Portugal passou “uma tempestade sem precedentes”. O importante agora é trazer “luz” aos clientes e em segurança.
“Mas certamente haverá trabalho nas redes para os próximos meses. Aconteceu connosco na Irlanda e deve acontecer aqui”.
Antes de as equipas começarem a operar no terreno há procedimentos: começa com patrulhamento, a visita à área com um elemento da E-Redes, correr a zona a pé ou de carro e averiguar se pode criar uma zona de segurança de trabalho.
“Temos cerca de 35 veículos especializados que vieram da Irlanda, entre veículos da ESB e veículos da Gaeltec, e cerca de 60 homens – desde operadores de rede a técnicos de redes e management”.
O objetivo agora “é as casas à nossa volta terem energia”. Mas as “condições climatéricas não são as ideais”.
“Nós estamos aqui desde domingo e, desde esse dia, temos estado em alerta amarelo e laranja de chuva. Não é que não estejamos habituados na Irlanda, mas definitivamente a chuva, quando cai aqui, cai a sério”, ironizou.
Ricardo Valente vive na Irlanda, país que escolheu para se fixar e constituir família. Mas começou a trabalhar em Portugal como técnico de telecomunicações móveis. Hoje em dia é responsável pelo Centro de Treinos das Equipas da ESB na Irlanda e foi um dos que se disponibilizou para vir ao país de origem ajudar no rescaldo da tempestade.
“Estamos aqui para ajudar”, disse sem hesitar, antes de retomar as operações com a equipa no terreno.
Cooperação europeia
À semelhança da irlandesa ESB, outras operadoras de rede europeia disponibilizaram-se para vir trabalhar em cooperação com a E-Redes na recuperação da rede elétrica nas zonas afetadas pelo mau tempo.
De acordo com Ricardo Valente, “existem reuniões a nível europeu de todas as operadoras energéticas”. Apesar de ainda não haver “contratos assinados”, já há “alguma cooperação para que, quando eventos destes acontecem, se disponibilizem equipas internacionais”.
“Já existem contactos europeus” para, em situações como esta, as operações de cooperação e reestruturação estarem “mais automatizadas e sejam acionadas o mais depressa possível”.
É necessário garantir a cooperação entre as operadoras porque “é sempre difícil prever o quão grande é a próxima tempestade”.
“A verdade é que temos de estar minimamente preparados para as tempestades”, referiu. “A realidade é que nós nunca sabemos o nível de grandeza da próxima tempestade. Hoje podemos estar preparados, mas quando as coisas acontecem não é bem assim”.
E considerando o aumento destes eventos climáticos, o responsável de operações explicou que não é fácil adaptar e mudar a rede elétrica para o subsolo, para não estar sujeita às situações climatéricas.
“Uma rede de baixa tensão toda enterrada custa cinco vezes mais do que uma rede aérea. Uma rede de alta tensão custa 15 vezes mais se for enterrada”, argumentou. “Ninguém quer pagar 15 vezes mais a conta elétrica”.
“São situações difíceis”, concluiu.
Técnicos irlandeses querem continuar a ajudar
Entre os trabalhos de restabelecimento de energia na Aroeira, Tom Kavanaghn contou que é a primeira vez que está em Portugal para trabalhar e lamentou a falta de sol, tão procurado pelos irlandeses.
“Já cá estive em férias antes. Estive em Albufeira a jogar golfe. Mas é a primeira vez que estou aqui a trabalhar”, disse o técnico irlandês da ESB, que esperava melhor tempo depois da tempestade: “trouxe uns calções, mas nunca consegui usá-los”.
Na Irlanda está acostumado ao frio e à chuva. Mas em Portugal esperava dias melhores até para poder trabalhar. E como tem chovido todos os dias desde que as equipas irlandesas chegaram ao território afetado, “isso atrasa o trabalho”.
“É terrível o que aconteceu. Mas estamos a ajudar o máximo que podemos. E estamos felizes por ajudar”, admitiu.
Apesar das condições dificultarem e de ser um trabalho pesado, Tom assegurou que a equipa não quer voltar já e vai continuar a ajudar.
“Nós vamos continuar e vamos conseguir recuperar parte”.
Votação suspensa em freguesia de Leiria por falta de eletricidade
Urnas abriram sem problema à hora marcada
Segundo o porta-voz da CNE, André Wemans, até ao momento, a instituição não tem qualquer informação de abertura tardia das urnas, que abriram às 8h00 e encerram às 19h00.
"Até agora, não há qualquer informação sobre quaisquer atrasos na abertura das urnas. Se ocorresse algum problema, já teríamos tido conhecimento", afirmou André Wemans, que adiantou que fará um novo ponto de situação por volta das 14h30, já, eventualmente, com alguns dados sobre a taxa de participação.
A segunda volta das eleições presidenciais realizar-se hoje em 20 freguesias e secções de voto onde a votação foi adiada uma semana devido aos efeitos das tempestades, com um total de cerca de 36 mil inscritos.
Já conhecido desde domingo passado está o vencedor das eleições, António José Seguro, que, segundo os resultados provisórios divulgados pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna foi eleito Presidente da República com 66,83% dos votos expressos, contra 33,17% de André Ventura.
Segundo a CNE, a votação para a segunda volta foi adiada em todas as seis freguesias de Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, bem como nas quatro freguesias de Arruda dos Vinhos e nas três freguesias da Golegã, no distrito de Santarém.
Além destes três concelhos sem qualquer voto no passado domingo, também foi adiada a votação em duas secções de voto de Santarém, numa freguesia e numa secção de Rio Maior, e ainda numa freguesia do Cartaxo, noutra de Salvaterra de Magos e ainda em mais uma de Leiria.
No total, são oito municípios abrangidos pelo adiamento de eleições. Nas 20 freguesias e secções de voto em causa estão inscritos, segundo a CNE, 36.852 eleitores.
Mau tempo. Forças Armadas resgataram 283 pessoas
Foram também feitas perto de 300 ações de apoio a habitações e edifícios públicos como reparações de telhados.
Também de acordo com as Forças Armadas, mais de três mil militares continuam no terreno.
Estado do tempo deu tréguas no sábado
O nível dos caudais dos rios baixou mas ainda assim não tanto quanto necessário. Locais como Montemor-o-Velho continuam alagados.
O estado do tempo vai, entretanto, volta a piorar, a partir de hoje, com o regresso da chuva, que deverá manter-se ao longo da semana. A precipitação deverá ser mais persistente nas regiões do Minho e Douro Litoral.
Termina a isenção de portagens nos territórios afetados
A medida abrangeu partes das autoestradas A8, A17, A14 e A19 com o objetivo de reforçar o apoio à mobilidade das populações nas regiões afetadas.
Vários municípios pediram no último sábado a intervenção do Presidente da República para que a medida fosse prorrogada.
Situação de calamidade termina hoje
Foi prolongada por duas vezes após novas tempestades, com 68 concelhos portugueses estavam abrangidos.
A situação de calamidade é o nível máximo de intervenção previsto na Lei de Bases da Proteção Civil.
Presidenciais. Freguesias com votações adiadas vão hoje às urnas
A votação foi adiada uma semana por falta de condições para assegurar a votação. Estas 20 freguesias pertencem a oito concelhos afetados pelas tempestades.