País
Risco de incêndio. Queimadas proibidas até domingo
Estão proibidas desde as 0h00 desta quarta-feira as queimadas em todo o território português. A medida é enquadrada pelo despacho da Declaração da Situação de Alerta e tem em conta as previsões de “agravamento do risco de incêndio florestal”.
Assinado na noite de terça-feira, o despacho que determinou a Declaração da Situação de Alerta proíbe a “realização de queimadas, de queimas de sobrantes de explorações agrícolas e florestais e de ações de gestão de combustível com recurso à utilização de fogo”.
Segundo uma nota do Ministério da Administração Interna, são também tomadas medidas excecionais para a dispensa dos trabalhadores dos sectores público e privado “que desempenhem cumulativamente as funções de bombeiro voluntário”.O despacho foi assinado pelos ministros da Administração Interna, Eduardo Cabrita, e da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Capoulas Santos.
O quadro de alerta abarca a totalidade dos distritos de Portugal Continental até às 23h59 do próximo domingo, dia 31 de março.
O Governo explica que esta decisão foi tomada “face às previsões meteorológicas para os próximos dias, que apontam para um significativo agravamento do risco de incêndio florestal no território do Continente, e considerando a decisão da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, que determinou a passagem do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais ao Estado de Alerta Especial Amarelo em todos os distritos”.
“O Governo acompanha em permanência o evoluir da situação operacional e apela aos cidadãos para que adequem os seus comportamentos ao quadro meteorológico que tem sido amplamente divulgado”, lê-se ainda na nota do Executivo.
A declaração da Situação de Alerta está prevista na Lei de Bases da Proteção Civil. Dita medidas “de caráter excecional", designadamente a “elevação do grau de prontidão e resposta operacional da GNR e PSP”, com reforço de “meios para operações de vigilância, fiscalização, patrulhamentos dissuasores de comportamentos de risco e de apoio geral às operações de proteção e socorro que possam vir a ser desencadeadas”.
Incêndios dominados
Três incêndios mobilizaram na terça-feira centenas de meios de combate.
Em Vila Nova de Gaia, as chamas chegaram a ameaçar várias habitações, mas o incêndio estava esta manhã já em fase de rescaldo. A população queixa-se de falta de limpeza e da realização de queimadas sem controlo.
Os bombeiros extinguiram ainda as chamas em Esposende, onde quatro freguesias estiveram ameaçadas. Este incêndio obrigou mesmo ao encerramento da A28, durante oito horas, e à evacuação de duas escolas.
Em fase de rescaldo está também o incêndio de Vilarinho de São Luís, em Oliveira de Azeméis, onde as chamas se aproximaram de habitações e obrigaram a evacuar uma casa isolada.
Este incêndio chegou a alimentar quatro frentes. Os bombeiros mantêm-se no locar para prevenir reacendimentos.
Risco elevado
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera colocou esta quarta-feira em risco máximo de incêndio os concelhos de Loulé, São Brás de Alportel, Tavira e Alcoutim, no distrito de Faro.
Já em risco muito elevado estão os concelhos de Castro Marim, Silves, Portimão, Silves, Lagos e Aljezur, em Faro, Gavião, em Portalegre, e Vinhais, em Bragança.
O Instituto do Mar e da Atmosfera colocou, por último, em risco elevado de incêndio 43 concelhos de Faro, Évora, Beja, Santarém, Portalegre, Castelo Branco, Coimbra, Viana do Castelo, Viseu e Bragança.
“O risco de incêndio está elevado em todo o território porque os ventos são secos. Está tudo muito seco. Os solos estão secos e não tem chovido. Além disso, o vento é de leste soprando com alguma intensidade, sobretudo nas terras altas onde sopra moderado a forte”, assinalou a meteorologista Maria João Frada, em declarações à agência Lusa.
Segundo uma nota do Ministério da Administração Interna, são também tomadas medidas excecionais para a dispensa dos trabalhadores dos sectores público e privado “que desempenhem cumulativamente as funções de bombeiro voluntário”.O despacho foi assinado pelos ministros da Administração Interna, Eduardo Cabrita, e da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Capoulas Santos.
O quadro de alerta abarca a totalidade dos distritos de Portugal Continental até às 23h59 do próximo domingo, dia 31 de março.
O Governo explica que esta decisão foi tomada “face às previsões meteorológicas para os próximos dias, que apontam para um significativo agravamento do risco de incêndio florestal no território do Continente, e considerando a decisão da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, que determinou a passagem do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais ao Estado de Alerta Especial Amarelo em todos os distritos”.
“O Governo acompanha em permanência o evoluir da situação operacional e apela aos cidadãos para que adequem os seus comportamentos ao quadro meteorológico que tem sido amplamente divulgado”, lê-se ainda na nota do Executivo.
A declaração da Situação de Alerta está prevista na Lei de Bases da Proteção Civil. Dita medidas “de caráter excecional", designadamente a “elevação do grau de prontidão e resposta operacional da GNR e PSP”, com reforço de “meios para operações de vigilância, fiscalização, patrulhamentos dissuasores de comportamentos de risco e de apoio geral às operações de proteção e socorro que possam vir a ser desencadeadas”.
Incêndios dominados
Três incêndios mobilizaram na terça-feira centenas de meios de combate.
Em Vila Nova de Gaia, as chamas chegaram a ameaçar várias habitações, mas o incêndio estava esta manhã já em fase de rescaldo. A população queixa-se de falta de limpeza e da realização de queimadas sem controlo.
Os bombeiros extinguiram ainda as chamas em Esposende, onde quatro freguesias estiveram ameaçadas. Este incêndio obrigou mesmo ao encerramento da A28, durante oito horas, e à evacuação de duas escolas.
Em fase de rescaldo está também o incêndio de Vilarinho de São Luís, em Oliveira de Azeméis, onde as chamas se aproximaram de habitações e obrigaram a evacuar uma casa isolada.
Este incêndio chegou a alimentar quatro frentes. Os bombeiros mantêm-se no locar para prevenir reacendimentos.
Risco elevado
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera colocou esta quarta-feira em risco máximo de incêndio os concelhos de Loulé, São Brás de Alportel, Tavira e Alcoutim, no distrito de Faro.
Já em risco muito elevado estão os concelhos de Castro Marim, Silves, Portimão, Silves, Lagos e Aljezur, em Faro, Gavião, em Portalegre, e Vinhais, em Bragança.
O Instituto do Mar e da Atmosfera colocou, por último, em risco elevado de incêndio 43 concelhos de Faro, Évora, Beja, Santarém, Portalegre, Castelo Branco, Coimbra, Viana do Castelo, Viseu e Bragança.
“O risco de incêndio está elevado em todo o território porque os ventos são secos. Está tudo muito seco. Os solos estão secos e não tem chovido. Além disso, o vento é de leste soprando com alguma intensidade, sobretudo nas terras altas onde sopra moderado a forte”, assinalou a meteorologista Maria João Frada, em declarações à agência Lusa.