Risco de pobreza paira sobre quase 2,4 milhões de portugueses

Dois milhões e 399 mil portugueses encontravam-se, no ano passado, em risco de pobreza ou exclusão social. Dados do Instituto Nacional de Estatística, conhecidos esta segunda-feira, apontam para um decréscimo de 196 mil pessoas, em comparação com 2016.

RTP /
Os dados constam do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento do INE Rafael Marchante - Reuters

Os resultados do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento de 2017 referem, assim, perto de 2,4 milhões de pessoas sob risco de pobreza, ou 23,3 por cento, contra os 25,1 do ano anterior.

Neste conjunto, 431 mil, ou 18 por cento, tinham idades abaixo dos 18 anos. Quatrocentos e cinquenta e um mil, ou 18,8 por cento, eram pessoas com 65 ou mais anos.

O trabalho do Instituto Nacional de Estatística mostra ainda que 6,9 por cento dos residentes – 708 mil pessoas - apresentavam, no ano passado, condições de privação material severa. O que representa recuos de 1,5 e 2,7 pontos percentuais face a 2016 e a 2015, respetivamente.


Fonte: INE

O Inquérito às Condições de Vida e Rendimento é levado a cabo há 14 anos. Assenta em entrevistas presenciais e, em 2017, abarcou 14.052 famílias.

O questionário inclui perguntas sobre o agregado familiar e características de cada elemento, designadamente os rendimentos das pessoas com 16 ou mais anos de idade. A recolha de respostas tem lugar, geralmente, no segundo trimestre do ano.

O indicador estatístico da população em risco de pobreza ou exclusão social associa as condições de risco de pobreza relativa, privação material severa e reduzida intensidade laboral per capita.

c/ Lusa
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