Robert Murat sai da Polícia Judiciária de Portimão ao fim de seis horas de interrogatório
Robert Murat, o único arguido no caso do desaparecimento de Maddie McCann, a menina que desapareceu no início de Maio no Algarve, abandonou as instalações da PJ em Portimão cerca das 18:00 horas de quarta-feira, depois de inquirido durante seis horas.
Fonte da investigação disse à agência Lusa que Robert Murat esteve a ser inquirido para despistar ou confirmar pormenores do seu depoimento inicial bem como elementos que podem constituir prova encontrados a quando do inicio das investigações.
A mesma fonte adiantou que o cidadão britânico pode, caso seja necessário, voltar quinta-feira às instalações do Departamento de Investigação Criminal (DIC) de Portimão.
Durante o dia de hoje estiveram igualmente na PJ três cidadãos ingleses, amigos dos pais de Madelaine McCann,
Segundo fontes próximas da investigação, a presença destes três ingleses deveu-se a questões processuais, não tendo sido inquiridos nem interrogados, escusando-se a pormenorizar sobre a presença dos amigos do casal inglês em Portimão.
Por seu turno, o jornalista espanhol António Toscano deslocou-se igualmente ao DIC, onde fez a entrega do que diz serem "documentos que comprovam a ligação de um indivíduo conhecido nos meios pedófilos como o ´El Francês` e que o ligam ao desaparecimento da menina britânica".
Toscano, que a 27 de Junho foi ouvido como testemunha no âmbito das investigações, veio novamente acompanhado pelo presidente da Associação de Vítimas da Corrupção Sexual Infantil de Espanha, Reinaldo Colas.
Denunciou não só o envolvimento do ´El Francês` como de outros elementos alegadamente "ligados a redes de pedofilia internacionais e a pessoas com grande influencia na Europa".
Os dois espanhóis apelaram aos jornalistas para ajudarem a denunciar e acabar com estas redes que classificam de "terrorismo pedófilo consentido", apontando exemplos de casos na Europa em particular o caso Casa Pia.
"É inadmissível que pessoas influentes políticos, polícias e figuras públicas continuem a utilizar impunemente crianças para se satisfazerem sexualmente", disse António Toscano, sublinhando querer continuar a fornecer à polícia portuguesa dados para a investigação.
"Em Espanha muitos dos crimes cometidos sobre as crianças não são investigados, sendo arquivados para que essas pessoas não sejam condenadas", admitiu.