Robôs podem melhorar qualidade de vida dos idosos

O aperfeiçoamento de um robô que melhore a qualidade de vida de idosos e deficientes é um objectivo da robótica, disse hoje um especialista a propósito de um festival do sector, que começa hoje em Coimbra.

Agência LUSA /

"Os idosos estão cada vez mais sozinhos em casa e um robô pode fazer-lhes companhia ou vigia", exemplificou Paulo Menezes, do Departamento de Engenharia Electrotécnica e de Computadores, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (UC), frisando que esta máquina ideal deverá "ter um ar amigável, quase humano".

O organizador do Festival Nacional de Robótica, que começa hoje no Pólo II da UC, diz que "o interface homem-máquina é um campo de aplicação extremamente vasto e interessante na robótica, onde há ainda muito a fazer".

Esta é, aliás, uma prioridade da União Europeia no financiamento de projectos de investigação, acrescentou.

A preocupação em "humanizar o robô" visa, em particular, melhorar a qualidade de vida de milhões de idosos, doentes e deficientes que passam a maior parte do tempo sozinhos na residência.

As indústrias de ponta (como a Auto-Europa, em Portugal), a agricultura e o combate e prevenção de incêndios florestais são outras áreas de aplicação dos robôs.

Paulo Menezes falava à Agência Lusa a propósito da quinta edição do Festival Nacional de Robótica, onde são esperadas quatro centenas de participantes, a partir dos oito anos de idade, em representação de estabelecimentos de ensino básico, secundário e superior de todo o país.

Partidas de futebol e danças com robôs são algumas das iniciativas do programa, que arranca hoje à tarde e encerra no domingo, às 17:00, com a entrega de prémios.

O festival, além da sua característica de evento científico, é igualmente uma oportunidade de aprendizagem, sensibilização e convívio entre participantes e visitantes com experiências nas áreas da robótica e da engenharia.

Duas conferências abrem hoje os trabalhos: "Uma viagem ao mundo dos robôs" e "A física e a robótica", da autoria de Isabel Ribeiro, do Instituto Superior Técnico, e Carlos Fiolhais, da Universidade de Coimbra, respectivamente.

"Robótica Académica de Coimbra: desenvolvimento de uma equipa de futebol robótico" é a proposta de uma equipa de investigadores do Departamento de Engenharia Electrotécnica e de Computadores, sábado, às 17:00, enquanto Norberto Pires, do Departamento de Engenharia Mecânica, apresenta domingo, às 11:00, "Jogo de xadrez com um robô na Net".

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