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RTP e Lusa assinam memorando de entendimento
A RTP e a Lusa assinaram um memorando de entendimento para reforçar a eficiência e capacidade de resposta. O memorando prevê o reforço da colaboração e também a possibilidade de partilha de instalações a nível regional e internacional.
O memorando de entendimento entre a Lusa e a RTP, hoje assinado na Fundação Portuguesa das Comunicações, visa reforçar a eficiência e capacidade de resposta de ambas empresas de media, sem implicar qualquer integração orgânica, fusão institucional ou limitação da autonomia editorial.
"As linhas vermelhas estão bem definidas no memorando, no fundo é não haver fusão nem integração de redações, ou seja, o que existe são objetivos concretos, iniciativas concretas, pondo do lado esse fantasma de que falam às vezes de integração de redações ou de fusão de empresas, isto não está em cima da mesa", afirmou o presidente da Lusa, Joaquim Carreira, no final da assinatura do memorando.
Trata-se da colaboração a nível de "estratégias que fazemos lado a lado, cada uma das empresas, com a sua autonomia, com a sua independência, autonomia financeira, autonomia de decisão, independência ao nível das suas culturas - temos culturas diferentes, uma empresa é B2C (dirigida aos consumidores), outra é B2B (dirigida às empresas) -, logicamente temos desafios comuns, mas temos atividades diferentes e culturas diferentes", acrescentou Joaquim Carreira.
O presidente da Lusa enfatizou que "o memorando vem de uma forma transparente e densificada" indicar o que se pretende fazer ou não.
Entre as áreas, no âmbito do memorando, que vão ser avaliadas, o gestor apontou o "intensificar ou reforçar a questão da Lusa Verifica e também ao nível de O Segredo do Algoritmo".
Isto "de modo que tenhamos mais conteúdos, também através do reforço, mas isso é do nosso lado, da Lusa, nesta área de multimédia e na área do fact-checking, a questão da literacia mediática e de formação muito importante" como também a possibilidade de as duas empresas se candidatarem em conjunto a fundos europeus para várias áreas, acrescentou.
"O serviço público de media tem dois veículos muito importantes, tem a Lusa e tem a RTP", prosseguiu Joaquim Carreira.
"Podem dizer que a Lusa é muito pequena, se calhar nos pequenos jornais em Portugal a Lusa é muito grande, a RTP é muito grande comparado com a Lusa, mas se vamos lá fora a RTP é muito pequena", pelo que se "tivermos, de certa maneira, cooperação e colaboração, todos pequenos, conseguimos ser maiores" e ter uma cobertura maior.
"Podemos estar em mais sítios que, se calhar, a Lusa não está ou que a RTP não está" e "isto é fortalecer o serviço público", rematou.
Por sua vez, o presidente da RTP, Nicolau Santos, salientou que o memorando de entendimento, do seu ponto de vista, "vai reforçar a colaboração entre as duas empresas e o serviço público, obviamente".
Não tanto no aspeto informativo, porque já vinha a ser feito com regularidade, "mas sobretudo numa série de áreas que têm vindo a emergir com grande notoriedade, nomeadamente na questão da inteligência artificial, nomeadamente na candidatura a fundos europeus, na cibersegurança", entre outros.
"Portanto, há uma série de áreas muito importantes onde nós, se estivermos em conjunto, poderemos seguramente responder de uma forma melhor e isso levar-nos-á seguramente a cumprir melhor os objetivos de serviço público quer a agência, quer a RTP tem", salientou Nicolau Santos.
Atualmente, a IA "é um grande desafio para as redações, mas também o combate à desinformação, à manipulação de informação, passou a ser muito importante".
Por exemplo, "a Lusa tem o Lusa Verifica e nós, baseado nesse Lusa Verifica, temos o programa do Algoritmo, A Verdade do Algoritmo" e isso "hoje em dia são desafios novos, não estavam plasmados no acordo que havia entre as duas empresas e que era de há muitos anos, já tinha várias décadas", enquadrou.
Com este memorando, "sentimos necessidade, no fundo, de esclarecer melhor isso, de reforçar isso" e "é importante dizer que qualquer colaboração conjunta que nós tenhamos será objeto de um acordo específico", reforçou o presidente da RTP.
"Ou seja, este memorando de entendimento é um chapéu para aquilo que podemos fazer, mas depois todos os outros tipos de ações concretas serão objeto de um acordo específico entre as duas partes", rematou Nicolau Santos.
c/ Lusa