País
Rui Lázaro fala em "devaneios dos governantes" após ser acusado de "interesses" pela ministra da Saúde
A ministra da Saúde sugeriu esta sexta-feira que existem "interesses" por parte do presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar ao pedir a demissão do presidente do INEM. Rui Lázaro disse estar surpreendido com a acusação e não quis entrar nos "devaneios dos governantes".
Durante a manhã, Ana Paula Martins disse estar “bastante surpreendida” com o facto de o sindicato exigir a demissão do presidente do INEM. Ver sindicatos “a pedir a demissão de um dirigente da administração pública, de facto parece-me uma coisa extremamente estranha”, afirmou aos jornalistas.
“Não é dessa maneira que a emergência médica melhora em Portugal, bem pelo contrário. E é uma coisa muito surpreendente que seja feita essa declaração por parte do presidente do sindicato, o senhor Rui Lázaro, porque parece que há ali outros interesses que eu ainda não consegui perceber muito bem”, atirou a ministra.
“Mas talvez até seja melhor eu não os perceber”, acrescentou.
Em entrevista à RTP Notícias, o presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar disse reagir igualmente “com alguma surpresa” às declarações de Ana Paula Martins, apesar de já ontem o presidente do INEM ter falado em “motivações partidárias ocultas”.
“[Estou] um pouco surpreendido, mas mantemos o nosso rumo, o nosso respeito institucional e não entramos por estes devaneios dos governantes atuais”, frisou Rui Lázaro.
O dirigente sindical assegurou que, “independentemente da postura dos governantes”, está disposto a negociar para evitar a greve convocada.
“Estamos naturalmente abertos ao diálogo. Se a senhora ministra também está, que nos enderece um convite e podemos reunir já amanhã”, garantiu na entrevista à jornalista da RTP Vânia Pereira Correia. Sindicato admite recuar na greve se Governo não retirar ambulâncias
Ainda sobre a acusação lançada por Ana Paula Martins, Rui Lázaro afirmou que “a senhora ministra demonstra hoje ter memória muito curta”.
“Esqueceu-se, por exemplo, que em novembro de 2024, quando todo o país pedia a sua demissão, fomos nós em sua defesa”, afirmou, assegurando que “é contra as vidas que se podem perder que nós nos estamos a manifestar”.
“O que está em causa com esta greve são as consequências gravosas que as medidas anunciadas pelo Governo e pelo presidente do INEM têm para os cidadãos”, insistiu.
Para que a greve seja evitada, o Governo tem de recuar “sobretudo nas medidas que traduzem consequências diretas para os cidadãos, nomeadamente – e a mais grave – a retirada de 100 ambulâncias do dispositivo”.
“O caderno reivindicativo inclui mais algumas medidas, esta é a mais grave e, se ceder nesta medida, nós consideraremos recuar na greve”, adiantou Rui Lázaro.
“Não é dessa maneira que a emergência médica melhora em Portugal, bem pelo contrário. E é uma coisa muito surpreendente que seja feita essa declaração por parte do presidente do sindicato, o senhor Rui Lázaro, porque parece que há ali outros interesses que eu ainda não consegui perceber muito bem”, atirou a ministra.
“Mas talvez até seja melhor eu não os perceber”, acrescentou.
Em entrevista à RTP Notícias, o presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar disse reagir igualmente “com alguma surpresa” às declarações de Ana Paula Martins, apesar de já ontem o presidente do INEM ter falado em “motivações partidárias ocultas”.
“[Estou] um pouco surpreendido, mas mantemos o nosso rumo, o nosso respeito institucional e não entramos por estes devaneios dos governantes atuais”, frisou Rui Lázaro.
O dirigente sindical assegurou que, “independentemente da postura dos governantes”, está disposto a negociar para evitar a greve convocada.
“Estamos naturalmente abertos ao diálogo. Se a senhora ministra também está, que nos enderece um convite e podemos reunir já amanhã”, garantiu na entrevista à jornalista da RTP Vânia Pereira Correia. Sindicato admite recuar na greve se Governo não retirar ambulâncias
Ainda sobre a acusação lançada por Ana Paula Martins, Rui Lázaro afirmou que “a senhora ministra demonstra hoje ter memória muito curta”.
“Esqueceu-se, por exemplo, que em novembro de 2024, quando todo o país pedia a sua demissão, fomos nós em sua defesa”, afirmou, assegurando que “é contra as vidas que se podem perder que nós nos estamos a manifestar”.
“O que está em causa com esta greve são as consequências gravosas que as medidas anunciadas pelo Governo e pelo presidente do INEM têm para os cidadãos”, insistiu.
Para que a greve seja evitada, o Governo tem de recuar “sobretudo nas medidas que traduzem consequências diretas para os cidadãos, nomeadamente – e a mais grave – a retirada de 100 ambulâncias do dispositivo”.
“O caderno reivindicativo inclui mais algumas medidas, esta é a mais grave e, se ceder nesta medida, nós consideraremos recuar na greve”, adiantou Rui Lázaro.