Rui Rio quer vencer mas recusa pedir maioria absoluta
O candidato da coligação PSD/CDS-PP à Câmara do Porto, Rui Rio, afirmou hoje que o seu objectivo é apenas ganhar as eleições de 9 de Outubro, recusando pedir ao eleitorado uma maioria absoluta.
"Tenho por objectivo ganhar as eleições com os votos que os portuenses me derem. Não vale a pena pedir maiorias relativa ou absoluta, porque as pessoas são livres", afirmou Rui Rio aos jornalistas, à margem de uma reunião com a direcção da Federação Académica do Porto (FAP).
Segundo Rio, se a coligação conseguir eleger sete vereadores "as coisas andarão mais depressa" na Câmara do Porto, mas se se mantiver um quadro semelhante ao de hoje, com seis vereadores PSD/CDS- PP, seis vereadores socialistas e um da CDU, a Câmara será governada "como até agora".
Rui Rio, actual presidente da autarquia, afirmou ter governado até aqui sem maioria, respeitando sempre a expressão do eleitorado há quatro anos.
"Governei sem maioria e com tudo quanto sei e posso", frisou.
No entanto, e em tom irónico, Rio referiu que se vencer as eleições tendo por base as críticas que lhe são feitas pelos seus adversários obterá maioria absoluta.
"Dizem que a ambição é curta, que me zanguei com metade da cidade, se assim for já ganho com maioria, porque obtenho 50 por cento dos votos", afirmou.
Caso vença as eleições, Rui Rio pretende criar uma Loja de Apoio ao Primeiro Emprego na baixa da cidade e "articular melhor a programação e a promoção" dos eventos/espaços culturais da cidade.
"Irei batalhar para que o Teatro do Campo Alegre possa ter uma maior ocupação e esteja mais aberto à comunidade universitária da cidade", disse.
Referiu que, estando aquele equipamento instalado em terrenos da Universidade do Porto, esta não pode "ficar de fora".
Outros dos objectivos de Rui Rio é "influenciar" o Rivoli Teatro Municipal para que tenha uma programação "mais perto da cidade", para que o espaço não "permaneça com escasso público e elevado défice".
No seu entender, a autarquia tem que estar mais atenta à programação desta sala, "ajustando-a ao público" e tornando-a menos elitista.