Salão Erótico - Afluência no primeiro dia dobra expectativas de visitantes
O primeiro Salão Erótico de Lisboa teve hoje, nas primeiras duas horas de abertura, quase o dobro de visitantes que o Salão homónimo de Barcelona do ano passado, no mesmo período.
A afluência de visitantes à primeira feira dedicada exclusivamente ao sexo alguma vez feita em Portugal foi tal que os organizadores, os mesmos que há 13 anos organizam um festival idêntico em Barcelona, dobraram as expectativas: previam 20 mil visitas em quatro dias e agora estimam que serão 40 mil.
Os números são de Juli Simon, director do Salão, que em declarações à Agência Lusa não escondeu a satisfação: "Estamos abismados, nas primeiras duas horas, contando a venda de bilhetes, há 90 por cento mais de público do que no último festival de Barcelona".
Embora o Pavilhão 4 da Feira Internacional de Lisboa (FIL), onde se realiza a iniciativa, não esteja cheio, Juli Simon considera que a afluência excedeu em muito as expectativas, até porque se trata de um dia de trabalho, à tarde.
Ao contrário do Salão de Barcelona, em Portugal não estão previstas sessões de sexo ao vivo, mas Juli Simon diz que elas podem acontecer, embora não envolvendo o público mas apenas actores profissionais.
"Em Espanha são os expositores e o público que pedem. Em Barcelona toda a gente pede, em Portugal isso não aconteceu", explicou à Lusa.
Mas Juli Simon, num primeiro balanço, nota outras diferenças entre espanhóis e portugueses. "Os portugueses são muito mais fechados, assistem aos 'shows' em silêncio, não gritam nem batem palmas", afirmou.
É por isso que o responsável, que já agendou uma nova edição para Julho do próximo ano, também na FIL, diz que este ano é ainda de experimentação: "Queremos conhecer muito bem como reage o público e a partir do próximo ano veremos como é".
Outra questão com que a organização está muito cautelosa é nas bebidas alcoólicas. No espaço há poucos locais de venda mas, segundo Juli Simon, foi propositado, para evitar que se "aqueçam muito os ânimos".
De resto, a própria entrada no Pavilhão 4 é muito mais controlada do que em relação a outra feiras realizadas na FIL. Todos os visitantes são revistados e a presença de polícia nas imediações é muito notória.
Juli Simon espera que os quatro dias de feira decorram com toda a normalidade e "mais alegria" do que até agora, mas diz que há outro motivo que o deixa muito satisfeito: a presença de mulheres.
Embora os visitantes homens sejam em maior quantidade, no primeiro dia de feira há também muitos casais e muitas mulheres em grupos.
"Era uma coisa que nós gostávamos muito", disse à Lusa, garantindo que hoje à noite e nos próximos dias o primeiro Salão Erótico de Lisboa vai estar cheio.