Sampaio defende "primazia" à Estratégia de Lisboa perante homólogos europeus

O Presidente da República, Jorge Sampaio, defendeu hoje, em Helsínquia, a necessidade de a União Europeia dar primazia à Estratégia de Lisboa para reforçar a sua competitividade no mundo, disse à Lusa fonte da presidência.

Agência LUSA /

Jorge Sampaio fez a defesa da Estratégia de Lisboa na primeira sessão de trabalho, realizada à porta fechada, da reunião informal de seis Chefes de Estado europeus, que decorre hoje e sábado em Helsínquia, promovida pela presidente finlandesa, Tarja Halonen.

Além da Estratégia de Lisboa - adoptada em 2000, para tornar a Europa na economia mais competitiva do mundo -, Jorge Sampaio falou ainda sobre o "choque tecnológico" que Portugal tenta levar a cabo, aludindo depois ao exemplo do modelo educativo da Finlândia.

Antes de se juntar aos seus homólogos europeus, o chefe de Estado português visitou, em Helsínquia, uma escola representativa do modelo finlandês de educação para a sociedade de informação.

Com a "Competitividade da Europa social" como tema do primeiro encontro, os presidentes Tarja Halonen, Jorge Sampaio, Horts Kohler (Alemanha), Heinz Fischer (Áustria), Aleksander Kwasniewski Polónia) e Vaira Vike Freberga (Letónia) analisaram depois o modelo social europeu.

A este respeito, de acordo com a mesma fonte, os chefes de Estado reconheceram que o actual modelo "não pode continuar tal como está", mas convergiram na necessidade de o alterar "sem o comprometer definitivamente".

O encontro informal dos seis Chefes de Estado, que dá continuidade a reunião semelhante promovida por Jorge Sampaio em Outubro de 2003, em Arraiolos, prossegue sábado de manhã com um painel subordinado ao tema "Globalização e Europa", moderado pela presidente finlandesa.

Jorge Sampaio presidirá à sessão de trabalho seguinte, a última, em que os Chefes de Estado falarão sobre a "Política de Vizinhança" da União em relação a alguns dos seus principais vizinhos, designadamente os países da bacia do Mediterrâneo (entre os quais a Argélia, Líbia, Marrocos, Mauritânia e Tunísia), do flanco oriental da Europa (Bielorrússia, Moldova e Ucrânia) e a Rússia.

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