Santa Engrácia procura marchantes "com jeitinho especial"

A freguesia de Santa Engrácia junta-se este ano à tradição lisboeta das marchas populares, uma iniciativa promovida por um grup o de "estreantes", que procura agora "artistas" que consigam "marchar com um jei tinho especial".

Agência LUSA /

A ideia de criar uma marcha naquela freguesia lisboeta surgiu o ano pas sado durante uma festa dos Santos Populares, descreveu à Lusa Joaquim Sousa, pre sidente do Centro de Cultura Popular de Santa Engrácia, responsável pela iniciat iva.

Os promotores da freguesia confessam não ter "grandes conhecimentos", m as garantem que a estreia da marcha de Santa Engrácia vai ser "à séria".

"Entrámos para fazer uma boa apresentação. Não vamos fazer número", afi rmou Joaquim Sousa.

Após uma pesquisa pela freguesia, o tema escolhido foi a "mulher-água", uma homenagem às mulheres e uma referência ao Museu da Água, na Calçada dos Bar badinhos, em Santa Engrácia.

A marcha de Santa Engrácia já tem madrinha: Carla Matadinho, ex-miss Pl ayboy, nascida naquela freguesia lisboeta, que aceitou o convite, enquanto decor rem as negociações com o "padrinho" convidado, o apresentador Fernando Mendes.

Roupas, música e letras já estão definidas, faltando agora reunir os 48 marchantes necessários, estando a ser recolhidas inscrições na freguesia.

"O que convinha era haver 48 homens e 48 mulheres", já que alguns parti cipantes poderão vir a desistir, por falta de tempo ou disponibilidade, sublinho u Joaquim Sousa.

Segundo o responsável, a preparação para os desfiles exige "ensaios diá rios ao longo de três meses", que deverão começar entre Março e Abril, o que req uer "alguma disponibilidade".

Os organizadores pretendem por isso "compensar" a "boa-vontade" dos mar chantes, que "não estão aqui a ganhar nada", proporcionando-lhes "alguma atenção " durante os ensaios, como alimentação.

O presidente do Centro de Cultura Popular realça a importância de ter b ons marchantes.

"Marchar não é fácil, requer um jeitinho especial. Até para fazer realç ar os vestidos, é preciso que as pessoas saibam marchar. Não é só chegar ali e d escer a Avenida (da Liberdade)", sustentou.

Além da comparticipação da Câmara de Lisboa, de cerca de 30 mil euros, os organizadores pretendem angariar mais verbas, admitindo realizar eventos ou p edir apoios aos comerciantes e à população, para garantir "um efeito-surpresa".

"Há marchas que já levam fogo-de-artifício e que, na altura, é uma surp resa", exemplificou.

A marcha de Santa Engrácia estreia-se no dia 02 de Junho, no primeiro d ia de exibições no Pavilhão Atlântico, um momento que antecede o desfile da Aven ida de Liberdade, a 12 de Junho, na 40ª edição das Marchas Populares.

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