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Santana Lopes fora da campanha de Negrão

Santana Lopes fora da campanha de Negrão

O antigo presidente da Câmara de Lisboa Pedro Santana Lopes revelou hoje que não irá participar em acções de campanha do cabeça-de-lista do PSD à autarquia, Fernando Negrão, que considera "um lutador" e "um homem com boa imagem".

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

Em entrevista à Lusa, Santana Lopes defendeu igualmente que as eleições intercalares de 15 de Julho para a Câmara de Lisboa terão resultados "imprevisíveis", não considerando que o candidato do PS, António Costa, seja "imbatível".

"Não vou participar em campanhas nenhumas, actividades nenhumas, nada. Estou longe, distanciado das campanhas por razões que as pessoas compreenderão", disse à Lusa quando questionado sobre o seu apoio a Fernando Negrão.

"O doutor Fernando Negrão foi meu ministro, conheço-o bem, é um lutador, um homem com boa imagem. Os lisboetas vão julgar", acrescentou.

Para Santana Lopes, "há pessoas a cantar vitória cedo demais" antes de umas eleições que, considera, "são imprevisíveis, mesmo para o doutor António Costa e para o Partido Socialista".

"Toda a gente vai ter que correr muito e não sabem bem o que é fazer campanha em Lisboa", observou.

Questionado sobre se António Costa é um candidato imbatível, o ex-autarca de Lisboa respondeu negativamente.

"Tenho muita pena de não o poder derrotar. Com respeito por ele, tenho muita pena de não poder fazer tudo para o derrotar, gostava muito de lhe ganhar, mas não posso desta vez", declarou.

Santana Lopes referiu que essa hipotética vitória sua sobre António Costa "fica para um dia, noutros combates".

O deputado social-democrata considera que a candidatura independente do seu sucessor e ex-número dois Carmona Rodrigues "vai ter alguma [influência] no eleitorado CDS e também em algum eleitorado do PSD, se calhar também em algum eleitorado PS".

"Apesar de tudo, era o presidente de Câmara, quem é presidente de Câmara tem sempre alguma vantagem, apesar de ter sido pouco tempo", sustentou.

O antigo presidente da Câmara da capital afirma acreditar que o PSD "apesar de tudo é capaz de fazer bem a Lisboa", depois de um "ano e meio para esquecer".

"Desejo apesar de tudo que as coisas corram bem ao meu partido. Depois, na devida altura, veremos se correram ou não. A vida não se constrói com vinganças ou com rancores", afirmou.

Santana escusou-se a comentar as consequências para o PSD de uma derrota em que Fernando Negrão ficasse abaixo de um "segundo lugar".

"Não falo disso ainda, ia prejudicar quem está em campanha e eu não quero ser responsável por isso. Não gosto de fazer aos outros o que não gosto que me façam a mim", defendeu.

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