Santos Silva critica "falta de sentido de Estado" e "vazio de ideias" do PSD
Lisboa, 29 Ago (Lusa) - O ministro dos Assuntos Parlamentares, Santos Silva, considerou hoje que a direcção do PSD revelou "falta de sentido de Estado" ao usar uma "situação anómala de crimes" para "ataques políticos e pessoais".
Em declarações à Agência Lusa, Santos Silva considerou que o vice-presidente do PSD José Pedro Aguiar Branco revela "falta de sentido de Estado quando quer fazer de uma situação anómala de crimes um assunto de pura política partidária".
"Os ataques políticos e pessoais", disse, "apenas têm como explicação o facto de o PSD querer disfarçar o vazio de ideias sobre segurança", afirmou Santos Silva.
Em conferência de imprensa, hoje à tarde, o dirigente social-democrata condenou "a tentativa enganosa do Governo de transmitir uma ideia de normalidade" e "a ligeireza" com que os governantes "têm lidado com uma matéria tão sensível" para a autoridade do Estado.
Sobre o facto de o primeiro-ministro, José Sócrates, não se ter pronunciado sobre as questões de segurança, como reivindica o PSD, Santos Silva frisou que a tutela da área da Segurança e da Justiça está assegurada pelos respectivos ministros.
"O governo tem dois ministros responsáveis pela área da Segurança e da Justiça que têm as respectivas equipas de secretários de Estado. Nenhum destes agentes tem estado a fazer outra coisa que não a agir efectivamente no terreno. Os polícias a fazer o seu trabalho. O Governo tem a palavra e também tem a acção, através dos ministérios e dos ministros competentes", frisou.
O governante destacou as "acções preventivas que a PSP tem realizado nos últimos dias" e criticou o PSD "por não ter uma palavra de apoio" às forças de segurança.
O ministro rejeitou ainda que o Governo tenha desrespeitado o Estatuto da oposição ao não consultar os partidos antes de indigitar Mário Mendes para secretário-geral da Segurança Interna, como criticou Aguiar Branco.
Santos Silva frisou que "à luz da lei a designação do novo secretário-geral só se fará depois de audição parlamentar".
Santos Silva rejeitou ainda as medidas propostas hoje pelo líder do CDS-PP, Paulo Portas, para alterar as leis penais, frisando que "não cabem no consenso" alcançado entre PS e PSD sobre a área da Justiça.
Na área da segurança, o governante destacou que "haverá uma duplicação de investimento até 2012" nos termos da lei de infra-estruturas e equipamentos, considerando que "tal esforço não tem paralelo com o que foi feito no mandato dos Governos PSD/CDS-PP".
SF.