Santuário São Bento Porta Aberta, no Gerês, vandalizado e roubado

Terras de Bouro, Braga, 27 Mar (Lusa) - O santuário de São Bento da Porta Aberta, em Terras de Bouro, o segundo maior do país, foi hoje vandalizado por assaltantes, que furtaram uma caixa de esmolas e destruíram várias peças, disse à Lusa um dos mesários da Irmandade.

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Segundo Abílio Vilaça, os assaltantes, que terão levado 600 euros em dinheiro, utilizaram dois machados e um ferro adaptado a pé de cabra, para destruir ou danificar um cofre e dois lampadários.

"Estou chocado com a violência e a maldade de quem fez isto", afirmou aquele dirigente da Mesa, após uma inspecção feita ao interior do santuário, situado na freguesia de Rio Caldo, no sopé da Serra do Gerês, próximo da barragem da Caniçada.

Os assaltantes forçaram as portas com recurso a um ferro de grandes dimensões - usado para remover ou fazer rolar pedras de grande dimensão - e forçaram a abertura do cofre situado por baixo da imagem do Santo, na tentativa de nele encontrarem dinheiro o que não sucedeu.

Fizeram, depois, o mesmo a dois lampadários - uma espécie de caixa de esmolas que acende uma vela quando se introduz uma moeda - danificando-os gravemente e deixando-os de pernas para o ar.

No local, além de outros objectos destruídos de forma selvática, os dirigentes da Irmandade encontraram dois machados, o ferro pé-de-cabra, chaves de fenda, e outros objectos usados no assalto.

Abílio Vilaça sublinhou que a Irmandade não sabe o que fazer para reforçar a segurança do santuário, já que colocou no seu interior diversos sistemas de alarme, desde a videovigilância até aparelhos de detecção de intrusão, mas "sem resultado".

"Este santuário tem sido alvo de destruição sistemática de mobiliário urbano, mesas e bancos no exterior, tendo mesmo, há dias, sido partido um binóculo usado para que os peregrinos desfrutem da paisagem", acrescentou.

O responsável lamentou que a GNR do Gerês não tenha meios humanos para garantir a segurança de pessoas e bens na zona, frisando que, quando, às 08:00, a Irmandade ligou para o posto policial, a resposta obtida foi a de que não se poderia mandar nenhuma patrulha, por só haver dois guardas em serviço.

Assinalou que os assaltos na zona - como sucedeu, quarta-feira com uma tentativa semelhante na igreja paroquial local - são uma constante, "o que faz com que as pessoas andem preocupadas e com medo".

A falta de meios da GNR local tem sido motivo de vários alertas feitos ao Governo pelo presidente da Câmara Municipal local, António Afonso, que tem exigido a colocação de mais efectivos na vila termal do Gerês.

LM.


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