São Miguel conta com terceira casa para apoio a vítimas violência
A ilha de São Miguel dispõe, a partir de hoje, de uma terceira casa de apoio a mulheres vítimas de violência, um investimento de cerca de 40 mil euros, anunciou a directora regional da Segurança Social.
Em conferência de imprensa para apresentar a nova residência, com capacidade para acolher até dez mulheres e os respectivos filhos, Andreia Cardoso adiantou que a defesa das mulheres vítimas de violência é uma das "prioridades ao nível das políticas sociais" desenvolvidas pelo Governo açoriano.
De acordo com a directora regional, as utentes vão contar com o apoio de uma equipa multidisciplinar, que realizará um trabalho de acompanhamento e inserção na sociedade durante um período de seis meses.
A nova estrutura de apoio, que será gerida pelo Centro de Apoio às Mulheres de Ponta Delgada, junta-se às actuais quatro casas existentes na região, duas em São Miguel, uma na Terceira (cidade da Praia da Vitória) e outra no Faial (cidade da Horta).
"Embora a resposta seja sempre insuficiente, pretendemos chegar às sete casas", afirmou Andreia Cardoso, revelando que, durante a actual legislatura, serão abertas mais duas casas abrigo, nas cidades da Ribeira Grande e Angra do Heroísmo.
A governante adiantou, também, que o Governo açoriano pretende dotar o arquipélago com centros de informação, promoção e acompanhamento de políticas para a igualdade, cuja acção se centra na informação, formação, aconselhamento jurídico e promoção da igualdade de géneros junto de entidades públicas com incidência particular nas escolas.
Segundo disse, já estão a funcionar os centros de Ponta Delgada e Angra do Heroísmo, sendo que dentro de dois anos este tipo de resposta será estendido à cidade da Horta.
Na conferência de imprensa, a presidente do Centro de Apoio às Mulheres explicou que a localização da casa será mantida em sigilo para assegurar a integridade das utentes.
Zuraida Soares, que sublinhou a importância de mais este equipamento, referiu que esta casa vem dar condições às mulheres maltratadas para "auto-construírem um novo projecto de vida".