Secretário Estado na Córsega, onde portugueses são os mais jovens
O secretário de Estado das Comunidades, António Braga, inicia quinta-feira uma visita à Córsega, onde os mais de dez mil portugueses aí residentes constituem a população mais jovem da ilha francesa.
De acordo com o gabinete do secretário de Estado das Comunidades, os portugueses são mais jovens, em média, que os franceses e que as comunidades estrangeiras residentes na Córsega.
Embora estejam registados no consulado de Marselha, que tutela aquela área, apenas cerca de seis mil portugueses, estima-se que vivam na ilha da Córsega entre dez a doze mil emigrantes de origem nacional.
Muitos portugueses têm ido para a ilha em busca de emprego na construção civil, sector que se encontra em plena expansão, mas depois encontram dificuldades e alguns subsistem em condições precárias.
O emprego será um dos assuntos que o secretário de Estado das Comunidades vai debater com as autoridades locais ao longo dos quatro dias da visita.
Segundo a Secretaria de Estado das Comunidades, os contactos com as autoridades da ilha são fundamentais porque é através destas reuniões que se resolvem os problemas dos portugueses.
Além do emprego, a comunidade portuguesa na Córsega debate-se ainda com problemas relacionados com o ensino do português.
Durante a deslocação, que se prolonga até segunda-feira, António Braga vai encontrar-se com o presidente do conselho executivo da Córsega e com os perfeitos da Córsega, Bastia e Porto-Vecchio.
A inauguração de um escritório consular, estrutura reivindicada há vários anos pelos emigrantes, constitui outro ponto alto da visita.
A falta de uma estrutura consular na Córsega tem, entre outros inconvenientes, deixado durante anos os filhos dos portugueses residentes na ilha sem documentos de identificação por ser caro deslocarem-se ao consulado de Portugal em Marselha para se registarem.
Uma deslocação da Córsega a Marselha custa em média 500 euros por pessoa.
O problema ganhou maior dimensão nos últimos tempos depois de o bilhete de identidade ter passado a ser exigido como documento de identificação em substituição do título de residência em França.
O secretário de Estado vai ainda manter encontros com os portugueses aí residentes e motivá-los a participar na vida cívica da sociedade corsa.