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Crise PSD
Secretário-geral do PSD já conhece decisão final de Luís Filipe Menezes
O secretário-geral do PSD admite a possibilidade de Luís Filipe Menezes apresentar nova candidatura à liderança do partido. Ribau Esteves adianta que já tem conhecimento da decisão definitiva e garante que “tudo ficará claro no Conselho Nacional” da próxima semana.
Em declarações proferidas na sede nacional do PSD, em Lisboa, Ribau Esteves alimentou o cenário de um recuo de Luís Filipe Menezes, que na quinta-feira à noite garantia estar fora da corrida à liderança do maior partido da Oposição.
“Estes dias, agora, são para deixar respirar toda a gente, para que todos apareçam e para que também saibamos – enfim, os que já sabemos temos de nos manter em recato, os que não sabem têm de gerir com a tolerância e paciência normal – qual vai ser a decisão do presidente do partido, se vai ser candidato ou não”, declarou o secretário-geral dos sociais-democratas.
“Temos de esperar. Tudo ficará claro no Conselho Nacional que ocorrerá na próxima semana”, acrescentou.
Ribau Esteves recorreu, depois, ao léxico futebolístico.
“Estas coisas é como dizia o João Pinto (...) Sempre dizia que prognósticos só no final do jogo. Nestas matérias também aconselho todos a viver isto com todo o interesse e no fim teremos as respostas a tudo”.
“Luís Filipe Menezes é um homem que não foge”, frisou o dirigente social-democrata. “Conhecemo-lo há muitos anos. É um homem que dá corpo à luta. Mas gosta de lutas feitas com lealdade e seriedade. Como líder e como ganhador que é, entende que as disputas políticas devem estar abertas e franqueadas e isto não foi nada do que ele teve de gerir durante estes seis meses”.
Por ora, prosseguiu Ribau Esteves, “é tempo de deixar o partido respirar”.
“É bom que todos aqueles que querem ser candidatos se apresentem. Com lealdade, que é aquilo que não têm feito durante os últimos meses”, rematou.
Na noite de quinta-feira, em conferência de imprensa na São Caetano à Lapa, o presidente do PSD anunciou a intenção de deixar a liderança do partido e pedir a convocação de eleições directas para 24 de Maio.
“Em todas as circunstâncias do passado decidi quando entrava e quando saía. Assim, como líder do PSD, eleito a 28 de Setembro, e assumindo todas as responsabilidades deste gesto, vou solicitar ao Conselho Nacional na próxima semana que convoque eleições directas para o próximo dia 24 de Maio”, declarou Luís Filipe Menezes.
“Não estou na corrida. É chegada a hora de ver os críticos de sempre nessa batalha pelo voto dos militantes. Que tenham coragem em nome do PSD. Não há neste momento nenhum motivo para desculpas. Todos aqueles que durante estes meses indiciaram que poderiam ser bons líderes, bons candidatos a primeiros-ministros, está na altura de mostrarem que são carismáticos, mobilizadores, que têm ideias e que conseguem convencer as bases dos PSD, os portugueses”, prosseguiu o presidente do PSD. “Para mim chega, basta. A minha honra e dignidade não me permitem mais cedências”.
Santana apoiará eventual recandidatura de Menezes à liderança do PSD
O líder parlamentar do PSD diz compreender os motivos que levaram Luís Filipe Menezes a demitir-se da liderança do partido. Santana Lopes assegura que estará “ao lado” de Menezes, caso o líder demissionário recue e apresente nova candidatura.
Para o líder do grupo parlamentar social-democrata, impunha-se, no momento actual, “clarificar a situação” do PSD, um partido cuja história, vincou, “vive destes momentos”.
“O partido precisa de clarificação, serenidade”, sublinhou Santana Lopes, em declarações proferidas na Assembleia da República.
O dirigente social-democrata manifestou “solidariedade e respeito” pela decisão anunciada na noite de quinta-feira pelo presidente do PSD. E garantiu que estará “ao lado dele se for candidato”. Até porque o PSD, disse Santana, mantêm as “condições” necessárias para vencer o PS de José Sócrates nas eleições legislativas de 2009.
“Temos condições para isso. Também e principalmente com Luís Filipe Menezes”, propugnou.
Santana Lopes adiantou ter conversado, já esta sexta-feira, com Luís Filipe Menezes, que mantém, por ora, a mesma posição: “Estar fora da corrida”.
No entanto, o líder parlamentar não descarta a possibilidade de Menezes rever a sua posição e avançar com nova candidatura nas eleições directas antecipadas. “Com certeza que muitos insistirão para Luís Filipe Menezes continuar”.
O cenário de uma recandidatura de Menezes tem vindo a ser alimentado desde a última noite por várias personalidades do campo do presidente demissionário.
Quanto ao cenário da sua eventual candidatura à presidência do PSD, Santana Lopes remeteu-se ao silêncio, colocando a tónica na necessidade de aguardar pela reunião do Conselho Nacional do partido. Mas sempre foi recordando que “é presidente do grupo parlamentar eleito depois de Luís Filipe Menezes ter sido eleito presidente do partido”, pelo que tem “responsabilidades especiais”.
Aguiar Branco começa a preparar candidatura
Já esta sexta-feira, o deputado social-democrata José Pedro Aguiar Branco reafirmou a sua disponibilidade para se apresentar como candidato à liderança do PSD, indicando que vai começar a trabalhar para concretizar esse objectivo.
“Eu manifestei a minha disponibilidade para assumir esse desafio. Mantenho essa disponibilidade e a partir de hoje vou trabalhar para a concretizar”, afirmou no Parlamento o antigo ministro da Justiça.
Aguiar Branco escusou-se a detalhar as condições necessárias para a concretização da sua candidatura: “Não vou mais longe e acho que fui claro naquilo que neste momento gostava de comunicar. Manifestei a minha disponibilidade, mantenho a minha disponibilidade e vou trabalhar para a concretizar”.
Alberto João Jardim diz-se acima de “trapalhadas”
Quem se escusa a comentar a decisão de Luís Filipe Menezes é o presidente do Governo Regional da Madeira. Alberto João Jardim sustenta que está acima das “trapalhadas todas do Continente”.
“Como não estou demissionário, visto ser membro por inerência da comissão política nacional, eu pairo por cima dessas trapalhadas todas do Continente”, afirmou o líder do PSD-Madeira.
Pacheco Pereira denuncia “golpe puro”
O comentador político José Pacheco Pereira recorre a um termo de origem celta para descrever a actual situação na cúpula dos sociais-democratas: Hubbub, que significa “confusão”.
No blogue “Abrupto”, o comentador político traça em 17 pontos o passado, o presente e os cenários possíveis para o horizonte próximo dos sociais-democratas.
Para Pacheco Pereira, o prazo dado por Luís Filipe Menezes para a realização de eleições directas é “um golpe puro” que tem como objectivo impedir a discussão e a organização de uma alternativa com condições para regressar ao poder.
O comentador faz ainda o retrato de seis meses da liderança de Menezes, sublinhando que se assistiu a uma “obsessão pelos críticos, total, absoluta e patológica, e instrumental para a vitimização e para esconder os erros políticos e a queda nas sondagens”.
O comentador sustenta que “só há duas lógicas de candidatura possíveis”: a primeira de unidade do partido, liderada por uma personalidade com prestígio, e a segunda de ruptura, encabeçada por uma figura que esteja aberta a correr “todos os riscos”.
Cavaco tem opinião, mas recusa partilhá-la em público
O Presidente da República, em visita oficial à Madeira, não quis comentar a situação interna do PSD. Cavaco Silva afirmou que não fala em público de assuntos da política partidária, mas tal não significa que não o faça em privado.
“O Presidente da República tem opinião, mas dá a sua opinião em privado”, disse Cavaco na ilha do Porto Santo. “O Presidente da República deve ser sábio para nunca se intrometer na vida interna dos partidos”, acrescentou.
“Estes dias, agora, são para deixar respirar toda a gente, para que todos apareçam e para que também saibamos – enfim, os que já sabemos temos de nos manter em recato, os que não sabem têm de gerir com a tolerância e paciência normal – qual vai ser a decisão do presidente do partido, se vai ser candidato ou não”, declarou o secretário-geral dos sociais-democratas.
“Temos de esperar. Tudo ficará claro no Conselho Nacional que ocorrerá na próxima semana”, acrescentou.
Ribau Esteves recorreu, depois, ao léxico futebolístico.
“Estas coisas é como dizia o João Pinto (...) Sempre dizia que prognósticos só no final do jogo. Nestas matérias também aconselho todos a viver isto com todo o interesse e no fim teremos as respostas a tudo”.
“Luís Filipe Menezes é um homem que não foge”, frisou o dirigente social-democrata. “Conhecemo-lo há muitos anos. É um homem que dá corpo à luta. Mas gosta de lutas feitas com lealdade e seriedade. Como líder e como ganhador que é, entende que as disputas políticas devem estar abertas e franqueadas e isto não foi nada do que ele teve de gerir durante estes seis meses”.
Por ora, prosseguiu Ribau Esteves, “é tempo de deixar o partido respirar”.
“É bom que todos aqueles que querem ser candidatos se apresentem. Com lealdade, que é aquilo que não têm feito durante os últimos meses”, rematou.
Na noite de quinta-feira, em conferência de imprensa na São Caetano à Lapa, o presidente do PSD anunciou a intenção de deixar a liderança do partido e pedir a convocação de eleições directas para 24 de Maio.
“Em todas as circunstâncias do passado decidi quando entrava e quando saía. Assim, como líder do PSD, eleito a 28 de Setembro, e assumindo todas as responsabilidades deste gesto, vou solicitar ao Conselho Nacional na próxima semana que convoque eleições directas para o próximo dia 24 de Maio”, declarou Luís Filipe Menezes.
“Não estou na corrida. É chegada a hora de ver os críticos de sempre nessa batalha pelo voto dos militantes. Que tenham coragem em nome do PSD. Não há neste momento nenhum motivo para desculpas. Todos aqueles que durante estes meses indiciaram que poderiam ser bons líderes, bons candidatos a primeiros-ministros, está na altura de mostrarem que são carismáticos, mobilizadores, que têm ideias e que conseguem convencer as bases dos PSD, os portugueses”, prosseguiu o presidente do PSD. “Para mim chega, basta. A minha honra e dignidade não me permitem mais cedências”.
Santana apoiará eventual recandidatura de Menezes à liderança do PSD
O líder parlamentar do PSD diz compreender os motivos que levaram Luís Filipe Menezes a demitir-se da liderança do partido. Santana Lopes assegura que estará “ao lado” de Menezes, caso o líder demissionário recue e apresente nova candidatura.
Para o líder do grupo parlamentar social-democrata, impunha-se, no momento actual, “clarificar a situação” do PSD, um partido cuja história, vincou, “vive destes momentos”.
“O partido precisa de clarificação, serenidade”, sublinhou Santana Lopes, em declarações proferidas na Assembleia da República.
O dirigente social-democrata manifestou “solidariedade e respeito” pela decisão anunciada na noite de quinta-feira pelo presidente do PSD. E garantiu que estará “ao lado dele se for candidato”. Até porque o PSD, disse Santana, mantêm as “condições” necessárias para vencer o PS de José Sócrates nas eleições legislativas de 2009.
“Temos condições para isso. Também e principalmente com Luís Filipe Menezes”, propugnou.
Santana Lopes adiantou ter conversado, já esta sexta-feira, com Luís Filipe Menezes, que mantém, por ora, a mesma posição: “Estar fora da corrida”.
No entanto, o líder parlamentar não descarta a possibilidade de Menezes rever a sua posição e avançar com nova candidatura nas eleições directas antecipadas. “Com certeza que muitos insistirão para Luís Filipe Menezes continuar”.
O cenário de uma recandidatura de Menezes tem vindo a ser alimentado desde a última noite por várias personalidades do campo do presidente demissionário.
Quanto ao cenário da sua eventual candidatura à presidência do PSD, Santana Lopes remeteu-se ao silêncio, colocando a tónica na necessidade de aguardar pela reunião do Conselho Nacional do partido. Mas sempre foi recordando que “é presidente do grupo parlamentar eleito depois de Luís Filipe Menezes ter sido eleito presidente do partido”, pelo que tem “responsabilidades especiais”.
Aguiar Branco começa a preparar candidatura
Já esta sexta-feira, o deputado social-democrata José Pedro Aguiar Branco reafirmou a sua disponibilidade para se apresentar como candidato à liderança do PSD, indicando que vai começar a trabalhar para concretizar esse objectivo.
“Eu manifestei a minha disponibilidade para assumir esse desafio. Mantenho essa disponibilidade e a partir de hoje vou trabalhar para a concretizar”, afirmou no Parlamento o antigo ministro da Justiça.
Aguiar Branco escusou-se a detalhar as condições necessárias para a concretização da sua candidatura: “Não vou mais longe e acho que fui claro naquilo que neste momento gostava de comunicar. Manifestei a minha disponibilidade, mantenho a minha disponibilidade e vou trabalhar para a concretizar”.
Alberto João Jardim diz-se acima de “trapalhadas”
Quem se escusa a comentar a decisão de Luís Filipe Menezes é o presidente do Governo Regional da Madeira. Alberto João Jardim sustenta que está acima das “trapalhadas todas do Continente”.
“Como não estou demissionário, visto ser membro por inerência da comissão política nacional, eu pairo por cima dessas trapalhadas todas do Continente”, afirmou o líder do PSD-Madeira.
Pacheco Pereira denuncia “golpe puro”
O comentador político José Pacheco Pereira recorre a um termo de origem celta para descrever a actual situação na cúpula dos sociais-democratas: Hubbub, que significa “confusão”.
No blogue “Abrupto”, o comentador político traça em 17 pontos o passado, o presente e os cenários possíveis para o horizonte próximo dos sociais-democratas.
Para Pacheco Pereira, o prazo dado por Luís Filipe Menezes para a realização de eleições directas é “um golpe puro” que tem como objectivo impedir a discussão e a organização de uma alternativa com condições para regressar ao poder.
O comentador faz ainda o retrato de seis meses da liderança de Menezes, sublinhando que se assistiu a uma “obsessão pelos críticos, total, absoluta e patológica, e instrumental para a vitimização e para esconder os erros políticos e a queda nas sondagens”.
O comentador sustenta que “só há duas lógicas de candidatura possíveis”: a primeira de unidade do partido, liderada por uma personalidade com prestígio, e a segunda de ruptura, encabeçada por uma figura que esteja aberta a correr “todos os riscos”.
Cavaco tem opinião, mas recusa partilhá-la em público
O Presidente da República, em visita oficial à Madeira, não quis comentar a situação interna do PSD. Cavaco Silva afirmou que não fala em público de assuntos da política partidária, mas tal não significa que não o faça em privado.
“O Presidente da República tem opinião, mas dá a sua opinião em privado”, disse Cavaco na ilha do Porto Santo. “O Presidente da República deve ser sábio para nunca se intrometer na vida interna dos partidos”, acrescentou.