Secundária Infanta D. Maria orgulhosa com boas classificações

Alunos, professores e funcionários da Secundária Infanta D. Maria de Coimbra recebem com orgulho a notícia de que esta foi a escola pública que obteve melhores resultados nos exames nacionais de 2006/2007. Mas também sem surpresa: todos estão habituados aos bons resultados.

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Os alunos da Secundária Infanta D. Maria obtiveram uma média de 13,36 valores nos exames nacionais das 20 disciplinas que a Lusa considerou para tratar os resultados nessas provas em todos os estabelecimentos do País. Além de ser a escola pública com melhor média quando consideradas todas as disciplinas (e a nona quando levadas em conta as privadas), a escola conseguiu ainda bons resultados a Matemática, sendo também a melhor do ensino público onde mais de 100 alunos fizeram a prova.

Cerca de 750 alunos estudam na Secundária Infanta D. Maria de Coimbra, conhecida apenas como "Infanta", que ocupa um edifício cinquentenário situado na Solum, uma zona nobre da cidade, com "condições de trabalho muito boas", afirma à agência Lusa Rosário Gama, presidente do conselho executivo.

Rosário Gama explica o sucesso do estabelecimento nos exames nacionais com factores como a estabilidade do corpo docente, a boa organização e a origem sócio-económica da maioria dos alunos, de um estrato médio a alto.

No entanto, nota que "em todas as escolas de Coimbra há um corpo docente tão bom como o da Infanta", pelo que destaca ainda, neste estabelecimento, aspectos como os horários concentrados apenas numa parte do dia (de manhã ou de tarde), evitando os "furos", a disponibilidade dos professores para dar aulas de apoio e a possibilidade dos alunos se socorrerem de explicações.

"Os professores querem manter essa qualidade, os alunos procuram-na muito e os pais têm grandes expectativas em relação à escola", observou ainda.

Para Tatiana, aluna do 11º ano, a Infanta "é igual às outras escolas secundárias".

"Talvez os alunos sejam mais aplicados, talvez os professores os estimulem mais", observou a adolescente.

Entre os móveis e objectos decorativos antigos, onde não falta uma telefonia e vasos com plantas, a escola é para muitos um lar e a comunidade escolar é encarada como uma família, considera uma funcionária do sector de reprografia.

"Os professores são muito interessados pelos alunos e acaba por ser uma família", diz Filomena, manifestando também o seu agrado com a classificação obtida pela escola.

Joana, aluna do 11º ano, que mudou de um colégio para a Infanta D. Maria, disse que as suas expectativas foram cumpridas e que esta escola a está a preparar bem para o futuro.

"Temos de trabalhar muito mais em casa, sozinhos. Estamos mais preparados para o mundo lá de fora", afirmou.

Outro aluno, Miguel, considera "fantástico" o ensino na sua escola, enquanto um colega, Ricardo, aponta como factores menos positivos as instalações desportivas.

Apesar da satisfação e orgulho com que recebeu a boa nova da classificação da escola, Rosário Gama relativiza estas tabelas.

"Falta pesar determinados factores como, por exemplo, a escola paralela [as explicações] e os custos da interioridade", sustenta.

Além da qualidade do ensino, a Escola Secundária Infanta D. Maria tem uma história e uma identidade próprias, aspectos que fazem com que seja procurada por cada vez mais alunos.

"Este ano, tivemos de recusar alunos e de aumentar o número de turmas", diz a presidente do conselho executivo.

Fazer mais e melhor é a meta estabelecida: "Tivemos `bom` em todos os parâmetros numa avaliação externa, queremos chegar ao `muito bom`", frisa Rosário Gama, adiantando que se encontra em curso um processo de auto-avaliação.

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