SEF acredita ter encerrado "última" casa de alterne de Bragança
O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras encerrou hoje aquela que considera a "última" casa de alterne de Bragança, numa operação que resultou ainda na detenção de nove pessoas.
Segundo disse à Lusa fonte ligada à operação, o estabelecimento em causa é o "Café Concerto Churido", selado hoje de madrugada, e onde foram detidas sete brasileiras que trabalhavam no local e dois portugueses, um homem e uma mulher, alegadamente ligados ao negócio.
Segundo a mesma fonte, duas das mulheres brasileiras já tinham ordem de expulsão do país, que não cumpriram, e serão encaminhadas para o Brasil num dos próximos aviões que descole do aeroporto do Porto para aquele destino.
Os restantes detidos aguardam para serem ouvidos em primeiro interrogatório no Tribunal de Bragança.
Na operação do SEF foi ainda apreendido diverso material relacionado com a prostituição e uma viatura todo-o-terreno.
O estabelecimento agora selado fica localizado na zona de Vale Churido, em Bragança, nas proximidades de um outro conotado com a prostituição, o ML ou Montelomeu, alvo da operação policial de Fevereiro de 2004 que resultou no encerramento das três principais casas de alterne de Bragança.
Com o encerramento do "Café Concerto Vale Churido" são já cinco as casas de alterne encerradas na cidade e oito no Distrito.
As autoridades acreditam ter "fechado a última de Bragança", embora exista uma que resistiu à polémica desencadeada pelas "Mães de Bragança" em torno das "meninas brasileiras" e, até agora, às operações policiais.
Trata-se do mais antigo e conhecido estabelecimento ligado à prostituição em Bragança, a "Casa Branca", que ganhou o nome da cor do discreto edifício na saída de Bragança para Vinhais e que, mesmo já fora do perímetro urbano, é associada à cidade.
Fonte policial admitiu à Lusa que esta casa está aberta "há décadas" e que também "já foi alvo de rusgas e de processos em tribunal", admitindo que, "se ainda não encerrou, é porque não há provas suficientes da actividade".
A mesma fonte considerou que "hoje até podem estar todas as casas de alterne encerradas em Bragança, o que não quer dizer que amanhã não estejam outras a funcionar, tendo em conta que a actividade é normalmente desenvolvida em estabelecimentos licenciados como bares ou discotecas".
O caso das "Mães de Bragança" remonta a Abril de 2003, quando um grupo de mulheres daquela cidade pôs a correr um abaixo-assinado pedindo às autoridades ajuda para "salvar" a cidade de "uma onda de loucura" provocada por imigrantes brasileiras alegadamente ligadas à prostituição.