Segurança do Parlamento isolou imediatamente gabinete de Ventura e comunicou caso à PJ
O serviço de segurança da Assembleia da República isolou imediatamente o gabinete do presidente do Chega e comunicou o caso à PJ logo que tomou conhecimento do incidente, lê-se numa nota divulgada pelo Parlamento.
Na sequência do incidente ocorrido no gabinete do deputado André Ventura, que terá sido invadido e vandalizado, o Parlamento fez saber que o seu serviço de segurança "adotou de imediato os procedimentos previstos para este tipo de ocorrências".
O serviço de segurança da Assembleia da República procedeu então "ao isolamento da área e à comunicação dos factos à PJ", salienta-se.
Na mesma nota, refere-se que, "concluídas as diligências realizadas no local pela PJ, a investigação prossegue sob a sua direção, no âmbito das respetivas competências".
"A Assembleia da República continuará a prestar toda a colaboração solicitada pelas autoridades competentes", acrescenta-se.
Hoje, ao fim da manhã, o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, informou que está a acompanhar o caso da alegada invasão do gabinete do presidente do Chega, de onde terão sido levados documentos.
"O presidente da Assembleia da República está a acompanhar o caso, em articulação com os serviços da Assembleia. A investigação foi entregue à PJ, a quem compete apurar os factos", disse à Lusa fonte oficial do gabinete de Aguiar-Branco.
Durante a manhã de hoje, o presidente do Chega divulgou um vídeo nas redes sociais alegando que o seu gabinete na Assembleia da República teria sido invadido e remexido. A PJ confirmou à Lusa que efetuava diligências no local, através da Unidade Nacional Contraterrorismo.
Posteriormente, em declarações aos jornalista na Assembleia da República, o líder do Chega declarou que desapareceram no seu gabinete documentos relacionados com o primeiro-ministro e com a comissão de inquérito aos mandatos de Luís Neves como diretor da Polícia Judiciária que o partido pretende criar.
André Ventura disse que "alguém se introduziu" no seu gabinete, "vandalizando o próprio gabinete e levando algumas coisas".
O líder do Chega indicou que, além de pertences pessoais, "desapareceram dois tipos de documentos e também `pens`". Um dos lotes referente à "comissão de inquérito a Luís Neves" e o outro com "informação política relacionada com o gabinete do primeiro-ministro, e já tinha mais de um ano".
Ventura recusou que se tenha tratado de uma encenação e queixou-se de "um ato de intimidação e um ato de condicionamento" devido ao "que desapareceu e pela forma como foi feito".
O deputado fez também uma relação direta entre esta situação e o facto de na sexta-feira ter dito que tinha na sua posse "documentos relevantes" sobre o atual ministro da Administração Interna.