Seis indivíduos acusados de tentativa de homicídio e associação criminosa em assalto a ouriversaria

Lisboa, 24 Out (Lusa) - O Ministério Público acusou seis arguidos por associação criminosa, roubo, homicídio qualificado na forma tentada, ofensa à integridade física qualificada, falsificação e detenção de arma proibida nos assaltos a ourivesarias e Museu do Ouro em Viana do Castelo.

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Numa nota hoje emitida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) refere-se que o Ministério Público (MP) deduziu a acusação, no dia 26 de Setembro, "contra seis arguidos, pela prática de crimes de associação criminosa, roubo, homicídio qualificado na forma tentada - na pessoa de dois agentes da PSP -, ofensa à integridade física qualificada, falsificação de documento e detenção de arma proibida".

"Foi ainda deduzido pedido de indemnização cível em representação do Estado - Ministério da Administração Interna - e determinado o arquivamento do inquérito relativamente à actuação dos agentes da PSP", adianta a PGR.

No dia 06 de Setembro de 2007, o Museu de Ouro Tradicional e a Ourivesaria Freitas, em Viana do Castelo, foram assaltados por um grupo de quatro indivíduos encapuzados, que levaram objectos em ouro e relógios num valor que o proprietário estima ser superior a 1,5 milhões de euros.

Os assaltantes foram surpreendidos pela presença de agentes da PSP, tendo reagido com "tiros de caçadeira de canos serrados e de pistola".

O assalto foi, de imediato, comunicado à PSP, que montou um dispositivo para tentar impedir a fuga do grupo, que usou uma carrinha BMW.

Os agentes policiais envolveram-se em tiroteio com os assaltantes, quer junto aos dois estabelecimentos numa rua do centro histórico quer, depois, na Avenida Marginal de Viana do Castelo.

Da troca de tiros resultaram cinco feridos, um dos ladrões e um agente da PSP, que estiveram internados no Hospital de São João do Porto, e três civis, que foram assistidos no hospital local.

CC/JGJ.


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