"Sem muitas alterações de afluência". ULS Lezíria reforça vigilância de grupos mais vulneráveis

"Sem muitas alterações de afluência". ULS Lezíria reforça vigilância de grupos mais vulneráveis

Os serviços de saúde de nove concelhos no distrito de Santarém estão mais atentos a certos utentes, em articulação com as autarquias. Mas é pedido que a vigilância seja partilhada entre todos.

Gonçalo Costa Martins - RTP Antena 1 / Adicionar como fonte informativa
Foto: Gonçalo Costa Martins - RTP Antena 1

Uma chamada pode fazer a diferença: é uma das formas pensadas pelas autarquias e pela Unidade Local de Saúde (ULS) da Lezíria para saber como estão os grupos mais vulneráveis. Incluem-se idosos, mas também utentes com doenças crónicas, hipertensos, diabéticos e com insuficiência cardíaca.

O coordenador da Unidade de Saúde Familiar da Chamusca sublinha o contacto feito com os utentes, com o apoio das autarquias. No entanto, diz que é essencial o envolvimento de quem está próximo dessas pessoas. 
 "Também seria muito importante a colaboração cidadã", diz César Monteiro, para que acompanhem e, "se precisarem, avisarem as autoridades e o centro de saúde, que nós estaremos dispostos a atuar sempre".

Júlia Martinho, delegada de saúde desta ULS, especifica: "famílias, vizinhos e conhecidos" devem estar atentos à saúde de idosos, pessoas com doenças crónicas, crianças e grávidas. Mas pede ainda particular atenção "às pessoas que vivem mais isoladas".

Depois do calor ter começado a apertar a meio desta semana, com os termómetros a ultrapassarem os 40ºC em vários concelhos da Lezíria, não foi preciso para já reprogramar a atividade dos serviços de saúde. 

"A nível dos indicadores da afluência, não se têm notado ainda muitas alterações", aponta a delegada de saúde. Recorda ainda assim que as ondas de calor levam "alguns dias" para terem efeitos na atividade dos serviços. 

A ULS Lezíria abrange nove concelhos - Almeirim, Alpiarça, Cartaxo, Coruche, Chamusca, Golegã, Rio Maior, Salvaterra de Magos e Santarém - e tem 30 locais de abrigo temporário planeados, com os municípios, para vários tipos de ocorrência.

No caso específico do calor, Júlia Martinho afirma que as autarquias podem ativálos se for necessário, mas sublinha que as juntas de freguesias são os principais abrigos recomendados para as temperaturas altas.
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