Simulacro de incêndio obriga a evacuar 1.100 pessoas do Centro Comercial Colombo

O Centro Comercial Colombo, em Lisboa, onde trabalham 5.500 pessoas, foi hoje sujeito a um simulacro de incêndio no terceiro piso, que implicou a evacuação de 1.100 funcionários e visitantes.

Agência LUSA /

No simulacro estiveram envolvidos nove efectivos da PSP e uma viatura d a esquadra de Carnide, 25 elementos dos Sapadores Bombeiros apoiados por nove vi aturas e cinco elementos da Protecção Civil, para além do pessoal de apoio que a valiou a situação.

A simulação de incêndio teve por objectivo testar os procedimentos inte rnos, equipamentos e recursos humanos do centro para assegurar a segurança de qu em nele trabalha e dos seus visitantes.

O incêndio simulado ocorreu às 9:55 de hoje no terceiro piso do Centro Comercial Colombo, no Funcenter, e implicou a evacuação de todos os funcionário s e visitantes que se encontravam no centro.

Pouco depois de o alarme ter sido accionado e até à chegada dos bombeir os, foi feita uma intervenção por uma equipa de prevenção do Centro que tentou c ontrolar a situação.

Os bombeiros chegaram entretanto a local para "combater as chamas".

No local encontravam-se "dois funcionários feridos" - um com intoxicaçã o e outro com queimaduras - que foram assistidos no local e depois transportados para fora do Centro.

Os lojistas, funcionários e visitantes do centro foram encaminhados par a os pontos de saída e o incêndio foi dado como extinto às 10:45.

Após o simulacro, alguns elementos da Protecção Civil e dos Bombeiros l evaram a cabo algumas acções de formação, nomeadamente como usar um extintor e a pagar as chamas.

No final, o director do Centro Comercial Colombo, Manuel Bettencourt, c onsiderou que o resultado do simulacro "foi francamente positivo" e que esta foi "uma oportunidade para as pessoas verem o que poderia acontecer numa situação r eal de emergência".

"O objectivo deste simulacro é sensibilizar os colaboradores das lojas para os efeitos da prevenção e ao mesmo tempo treinar e enquadrar estas situaçõe s com as entidades públicas", adiantou Manuel Bettencourt.

Para o director do Centro Comercial Colombo, o "objectivo do simulacro não é quantificar objectivos mas sim treinar pessoas e determinar o que correu m al para depois se fazer melhor".

"O simulacro só não correu melhor no que diz respeito às comunicações e ntre as várias entidades", disse o responsável, acrescentando ainda que "a prime ira intervenção não foi feita como devia ter sido".

Manuel Bettencourt contou que o Centro Comercial Colombo começou a faze r simulacros em 1997 e desde aí são realizados dois por ano, um a nível interno e outro externo, com abertura ao público.

"Desde essa altura que fazemos sempre em pisos e locais diferentes do c entro e temos vindo a melhorar várias coisas", concluiu.

Também o major Carlos Fernandes, dos Sapadores de Bombeiros de Lisboa, mostrou-se satisfeito com o resultado do simulacro.

"Corrigimos alguns procedimentos. O objectivo principal é apoiar a enti dade que organizou o simulacro para corrigir os procedimentos internos", adianto u.

O Centro Comercial Colombo tem 413 lojas, 5.500 trabalhadores e recebe entre 60 mil a 80 mil visitantes por dia.

Aos fins-de-semana, o Centro Comercial Colombo acolhe entre 80 a 120 mi l visitantes.


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