Sindicato acusa PSP e Governo Civil de prejudicar segurança da população

O Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP) acusou hoje a PSP e o Governo Civil de Faro de pôr em causa a segurança da população ao exigir a permanência de dois agentes à porta daquele órgão durante as eleições.

Agência LUSA /

Segundo a direcção distrital do SPP, desde quinta-feira que dois agentes da PSP são retirados directamente da escala de serviço para prestar guarda, durante 24 horas por dia, ao gerador instalado à porta do Governo Civil e destinado às eleições de domingo.

Em nota de imprensa divulgada hoje, o SPP/Faro diz que a situação, que se pode prolongar até data indefinida, está a prejudicar o policiamento à capital algarvia e a própria segurança da população.

"A segurança à população de Faro está a ser fortemente prejudicada por causa das excentricidades pessoais da actual política do "quero, posso e mando" que reina no nosso país", afirma o sindicato.

De acordo com os sindicalistas, se antes durante cada turno de serviço iniciavam o patrulhamento a toda a cidade cerca de quatro agentes, desta forma apenas dois vão poder fazê-lo.

"A solução correcta seria nomear agentes em serviço remunerado, o qual é efectuado em horário de folga, ou requisitar pessoal afecto às entidades privadas de segurança",afirmam os sindicalistas.

Classificando de "lamentável" a opção de retirar agentes da escala de serviço, dizem ainda que, se as soluções por si sugeridas fossem colocadas em prática, "não se prejudicaria a vigilância que legalmente a PSP está obrigada a garantir às populações".

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