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Sindicato do Ministério Público anuncia greve de procuradores para 24 de abril

Sindicato do Ministério Público anuncia greve de procuradores para 24 de abril

Em causa está o novo concurso de magistrados para este ano, o chamado movimento de magistrados.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: Sara Piteira - RTP

O Sindicato Nacional dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) anunciou esta segunda-feira uma greve nacional a 24 de abril para exigir que o próximo movimento anual de procuradores reverta a acumulação de áreas funcionais atribuídas aos magistrados.

O pré-aviso de greve já foi enviado ao Ministério da Justiça e à Procuradoria-Geral da República.

Em causa está o novo concurso de magistrados para este ano, o chamado movimento de magistrados.

Tal como no ano passado, o sindicato receia que ocorra uma mudança que, na prática, deixa os magistrados com mais trabalho e menos especialização.


O presidente do sindicato, Paulo Lona, diz que este modelo normaliza a sobrecarga de trabalho, desconsidera a realidade das comarcas e aumenta a assimetria entre as magistraturas.

Em conferência de imprensa na sede do SMMP, Paulo Lona disse que a greve é "um instrumento legítimo de reação" e "uma resposta necessária, proporcional e inadiável".

Com base na ronda nacional de piquetes junto das comarcas para aferir as dificuldades dos serviços, Paulo Lona disse que o sindicato constatou uma sobrecarga de trabalho que as regras de acumulação de serviço aprovadas no movimento de 2025 vieram agravar.

Esse movimento, o concurso de colocação de procuradores no país, determinou, por exemplo, que passaria a ser possível acumular áreas como família e menores, comércio ou trabalho, o que o SMMP classificou então como "o último prego na especialização" do Ministério Público.
A decisão motivou uma greve nacional de procuradores, seguida de greves regionais, em julho de 2025.

Para a próxima quarta-feira está agendada uma reunião do Conselho Superior do Ministério Público, órgão presidido pelo Procurador-Geral da República e ao qual compete aprovar os movimentos de procuradores e as regras que lhes estão subjacentes.

Paulo Lona considera, por isso, que este "é o momento certo" para reverter as regras e afirma que “está nas mãos do Procurador-Geral da República evitar esta greve".

c/Lusa
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